Começou cedo nos tratores e empilhadoras da empresa familiar, ligada à agricultura. Ainda sem carta de condução, saltou para as manobras nos carros, nas terras rurais à volta de Pegões (Montijo), onde cresceu a brincar na rua “até ao pôr do sol”, sem PlayStation e quase sem jogar no computador. Assim que atingiu a maioridade, meteu-se num jipe, já habilitado para o efeito, e rumou ao deserto do Sara, dunas que conhecia de viagens anteriores. À boleia do pai, inserido em expedições, são vastas as memórias de noites passadas debaixo dos carros a resolver problemas mecânicos.
Alexandre Pinto, o jovem português de 26 anos que hoje é campeão mundial de todo-o-terreno, não demorou a descobrir o seu “amor” pelos motores e volantes, mas nunca se interessara em competir até capotar, num terreno às portas de casa, no seu buggy adquirido na véspera. Estávamos em 2019 e o dono da oficina onde o veículo foi a arranjar tinha uma equipa. Convidou-o a experimentar, já ele tinha 20 anos, revela nesta entrevista à VISÃO.
