30 anos depois da primeira Conferência das Partes (COP), em 1995, chegamos a Belém, no coração da Amazónia, para mais uma cimeira sobre o clima. Três décadas de negociações, promessas, avanços e retrocessos. Três décadas de tentativas para alinhar um sistema económico alicerçado no crescimento com os limites de um planeta – e de enfrentar o maior desafio coletivo da Humanidade: travar o aquecimento global.
Desde a COP1, em Berlim, até à COP30, as conferências das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas produziram marcos importantes. O Protocolo de Quioto, em 1997, estabeleceu as primeiras metas obrigatórias de redução de emissões para países industrializados. O Acordo de Paris, em 2015, fixou o objetivo de limitar o aquecimento global a 1,5°C e introduziu o princípio da responsabilidade partilhada, mas diferenciada, reconhecendo a dívida histórica dos países do Norte Global e a sua maior capacidade para agir. Também houve progressos na criação de fundos climáticos e mecanismos de adaptação, culminando com a decisão histórica de 2022 de criar o Fundo de Perdas e Danos, destinado a apoiar os países mais afetados pelos impactos climáticos.
