Chegou à Netflix na passada sexta-feira, mas já está a ser arrasado pela crítica. O Estado Elétrico, a nova produção cinematográfica da Netflix protagonizada por uma cara bem conhecida da plataforma de streaming, Millie Bobby Brown, conta atualmente com uma pontuação de 15% no site Rotten Tomatoes ao nível da crítica – uma percentagem que tem vindo a cair desde a sua estreia.
O filme – que também conta com nomes como Chris Pratt, Ke Huy Quan e Stanley Tucci no elenco – é a produção mais cara na plataforma até à data, tendo custado, alegadamente, 320 milhões de euros. A Netflix nunca confirmou os custos associados à sua produção, no entanto, a quantia noticiada coloca o filme não só no topo dos mais caros já feitos pela Netflix, como o torna um dos mais caros da história do cinema.
Da Rolling Stone ao The Hollywood Reporter, as críticas ao filme dirigido pelos irmãos Anthony e Joe Russo têm sido bastante negativas. A Associated Press, por exemplo, refere que falta “alma” ao filme e descreve-o como “aborrecido”, termo também utilizado pelo The New York Times que o caracteriza o filme como “óbvio, berrante e simplesmente estúpido”.
Com um elevado recurso à utilização de Inteligência artificial (IA), o Estado Elétrico relata a história de Michelle – interpretada por Millie Bobby Brown – uma jovem que, acompanhada de um robô chamado Skip e de um mercenário, atravessa os Estados Unidos em busca do irmão desaparecido, num mundo futurista e devastado por uma guerra entre humanos e máquinas. “A tensão dramática é inexistente. E as atuações são uniformemente fracas. É um tédio de primeira”, é a principal crítica do The Times.
As opiniões dos críticos, contudo, não estão de acordo com pontuação dada pelo público no Rotten Tomatoes, que situa atualmente nos 73 por cento.