Já não é só a Barbie princesa cintilante ou a Barbie dona de casa de há 40 anos atrás. A boneca produzida pela Mattel agora é também engenheira de robótica, vem com um computador portátil e um robô que mexe os braços, usa óculos de proteção e sapatos rasos, para aguentar os dias cansativos no laboratório.
“Ao brincar com a Barbie engenheira de robótica, estamos a dar às miúdas a possibilidade de alcançar uma nova plataforma no seu mundo imaginário e a ensinar-lhes habilidades importantes para o mundo real”, diz Lisa McKnight, diretora geral da marca.
À venda em Portugal a partir de julho, por 20 euros, o lançamento da boneca vem acompanhado da oferta de aulas online de codificação para crianças, iniciativa da Mattel com a empresa Tynker.
Há muito que a Barbie tem profissões desafiantes. Pouco depois de aparecer, em 1959, tornou-se executiva de uma empresa (1963); em 1965 foi astronauta; em 1973 cirurgiã. Claro que começou por ser hospedeira (1961) antes de se tornar piloto de aviões (1990). Foi nadadora olímpica e candidata à presidência (2000), até se tornar engenheira informática e piloto de corridas de carros (2010).
Já a evolução física da boneca só aconteceu em 2016, quando a empresa colocou à venda três tipos de formato de corpo: um mais curvilínio, um alto e um baixo. Até aí, a Barbie, que já existia em várias tipos de cor de pele (a primeira Barbie negra data de 1969), representava uma mulher demasiado magra, com umas medidas impossíveis. Se fosse real, ela teria um índice de massa corporal de 16,24, ou seja, seria considerada uma mulher com anorexia.
Apesar de toda a evolução, neste ano 18 do século XXI, o site da Mattel mostra que as Barbies mais vendidas são as que vêm com a casa de sonho, as babysitter e as fashionistas. Não é fácil arrancar a imagem da princesa imposta há tantos séculos.