P: Como vê a situação atual da radiologia nacional?
R: Com muita preocupação.
A carência de radiologistas nos hospitais públicos mais periféricos leva a um desperdício por excessivo número de exames, realizados por técnicos sem orientação de médicos da especialidade.
Há casos de doentes em relação aos quais se admite fazer três TAC em 15 dias, e acabam por realizar 4 destes exames em 36 horas, quando as radiações ionizantes utilizadas são muito agressivas para o ser humano.
P: Que outros riscos os doentes correm neste cenário?
R: O de diagnósticos tardios e errados, muitas vezes com tratamentos mais caros, associados a riscos e efeitos secundários. No setor das clínicas convencionadas, foi adiada a regulamentação de um decreto-lei de 2013. O deserto legal permite a atividade de clínicas sem licenciamento, que, ainda assim, prestam serviços ao SNS.
P: O que têm a dizer ao ministro?
R: Persistir nos contratos com empresas para fornecerem, aos hospitais, trabalho de radiologistas a baixo custo e temporário de alguns meses, traz resultados nefastos. É um contexto degradante, que nada resolve.