A relação entre a medicação para o transtorno de défice de atenção com hiperactividade (THDA) e a obesidade foi objeto de um estudo de investigadores da Escola Bloomberg de Saúde Pública da Universidade Johns Hopkins, EUA, que partiram do princípio que, por si só, a hiperactividade não levaria ao aumento de peso.
Brian Schwartz, professor de ciências de saúde ambiental, medicina e epidemiologia, e a sua equipa, estudaram a evolução do índice de massa corporal (IMC) de 163 mil crianças, entre os 3 e os 18 anos, ao longo de um período de 13 anos.
Nas crianças com TDAH que tomavam os medicamentos, o seu IMC permaneceu ligeiramente inferior ao de seus pares que, ou não tinham TDAH, ou simplesmente tinham sido tratados com terapias naturais, sem fármacos. Este resultado não surpreendeu os investigadores, uma vez que vários estudos demonstraram que o uso de estimulantes pode inibir o crescimento. A surpresa veio a seguir: Quando pararam de tomar os medicamentos, as crianças começaram a engordar.
Se a teoria estiver correta, a prescrição excessiva de estimulantes poderá estar a contribuir para a obesidade na idade jovem/adulta.