A carreira do casal decorreu entre os anos 40, época de Estaline, e a década de 70, um período no qual os dois efectuaram, sob o nome de código de “Zephyr” e “Elza”, várias missões de espionagem, cujos detalhes nunca foram revelados devido à sua sensibilidade.
A morte da ex-espiã sucede um ano depois da do seu marido, Mikhal, que faleceu em Agosto do ano passado aos 101 anos.
O Serviço de Informações Exteriores russo enalteceu a discrição e a lealdade do casal, que, por vezes, arriscou a sua vida.
Durante a Guerra Fria, Elizaveta Moukasse trabalhou como agente secreta no Ocidente, nomeadamente de 1939 a 1943 em Los Angeles, nos Estados Unidos, onde o seu marido era oficialmente cônsul-adjunto da União Soviética.
Em 1955, ela efectuou, segundo o Serviço de Informações, a missão mais importante, “trabalho de espionagem em circunstâncias particulares no estrangeiro”, num país da Europa Ocidental não identificado.
O casal regressou a Moscovo em 1977, tendo, no final da sua carreira, dedicado-se ao ensino de espionagem a jovens.
Os conhecimentos de telecomunicações, a par de alemão e polaco, permitiram a Elizaveta Moukasse colocar em prática um sistema de rádio que a ligava a Moscovo durante a sua ausência no estrangeiro.