Os trabalhos da demolição controlada da parte da arriba que resistiu à derrocada de sexta-feira, e que provocou cinco mortos e três feridos, foram levados a cabo domingo à noite por três máquinas. As rochas resultantes da demolição foram deixadas junto à falésia de forma propositada, “para evitar a erosão da arriba provocada pela água do mar”, conforme explicou à Lusa Valentina Calixto, presidente da Administração da Região Hidrográfica (ARH) do Algarve que acompanhou os trabalhos.
A partir de segunda-feira, adiantou a responsável, a ARH vai fazer “um balanço das zonas mais preocupantes e uma reprogramação do trabalho de avaliação das arribas do litoral”.
A decisão de destruir o penedo que ficou de pé foi do Ministério do Ambiente é foi criticada pelo Sindicato dos Magistrados do Ministério Público, que considera que, com a demolição do penedo, destruíram-se eventuais provas.
A resposta do MP
O Ministério Público de Albufeira já respondeu às críticas, garantindo que o desmoronamento controlado do rochedo da praia Maria Luísa não altera as provas retiradas pelas autoridades para o inquérito.
Em declarações à Lusa, fonte do Ministério Público de Albufeira admitiu que a derrocada controlada destruiu as provas mas sublinhou que esse facto não altera os relatórios feitos previamente pela Polícia Judiciária e Ministério do Ambiente.
A mesma fonte judicial confirmou que o Ministério Público já tem em seu poder o auto da notícia da Polícia Marítima relativo à trágica derrocada, mas que ainda falta receber o resultado das autópsias das vítimas, informação que deverá estar disponível “na próxima terça-feira”.