Estar entre ovelhas, no meio das montanhas, rodeado de árvores, aves e plantas fragrantes, talvez seja a imagem mais idílica de uma profissão. Ar livre, longe da secretária, fora das paredes do escritório, no meio da natureza. No entanto, nem tudo é o que parece. Um pastor tem vários desafios para ultrapassar: solidão, tempestades de neve e frio, sol escaldante, acompanhar o rebanho por lugares ermos.
Satisfação e alegria no trabalho não se encontram numa profissão específica. Todas têm contrariedades. Tal como um pastor tem de encontrar soluções para o isolamento ou o cansaço físico extremo, também o funcionário de uma empresa, em frente ao computador oito horas por dia, precisa de descobrir os obstáculos que enfrenta e tem de procurar as ferramentas para os ultrapassar. Em particular, num mundo com elevada tensão geopolítica, a passar por uma revolução tecnológica que começa a eliminar empregos. Curiosamente, ser pastor é uma arte em extinção e a tecnologia está entre as muitas causas que conduzem a essa situação.
