A investigação, que surge sete anos depois da primeira análise ao sector e será publicada na edição de Abril da revista Teste Saúde, teve como base as “dúvidas e experiências de 200 leitores no portal” sobre os solários.
Para esta avaliação, a DECO fez duas visitas a 23 estabelecimentos de Lisboa e Porto, com duas colaboradoras anónimas de tipos de pele diferentes.
Concluiu a DECO que “a maioria não garante o uso seguro de aparelhos de bronzeamento artificial”.
“Em mais de metade das visitas, os solários violaram a lei ao não entregar a declaração de consentimento, com informações sobre riscos, avisos para uso correcto dos aparelhos e conselhos sobre quem não deve submeter-se à radiação”, lê-se nas conclusões do estudo.
A DECO salienta o caso de pessoas com uma pele muito branca e sensível, muitos sinais, antecedentes de queimaduras e cancro de pele ou a tomar certos medicamentos.
A DECO encontrou nesta investigação “um cenário menos negativo”, embora tenha detectado, “além das falhas de informação”, muitos profissionais que ainda não criam a ficha de cliente obrigatória, com o tipo de pele e plano de exposição recomendado.
Apesar de a lei definir um intervalo mínimo de 48 horas entre as duas primeiras sessões, em dez visitas realizadas pela DECO “as colaboradoras definiram o plano de bronzeamento à sua vontade e, nalguns casos, disseram-lhes que podiam voltar no dia seguinte”.
A associação apela à Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) para reforçar a fiscalização e adianta sugestões ao Governo: “O número de sessões deve registar-se num cartão que o cliente guarde, caso frequente outros solários”.
“Só assim pode controlar-se o máximo de radiação acumulada para cada pessoa, que está associado ao risco de cancro”, acrescenta a DECO.