A estafada frase sobre os desmandos em Las Vegas não pode nem deve ser aplicada ao país que vai a votos no próximo domingo, 23 de fevereiro. O que acontece na Alemanha não pode ficar apenas na Alemanha. O Estado federal que costuma ser descrito como demasiado pequeno para o mundo e demasiado grande para a Europa encontra-se numa situação delicada e os resultados destas eleições legislativas vão ter um impacto direto em todo o Velho Continente. No mínimo. Paradoxalmente, de acordo com as sondagens, não haverá quaisquer surpresas sobre o partido que irá ter a maior representação nos 733 lugares do Bundestag (a câmara baixa do Parlamento): os cristãos-democratas da CDU (que historicamente concorrem coligados com os seus congéneres bávaros da CSU), ou seja, a previsibilidade nas urnas contrasta com a imprevisibilidade acerca do futuro de uma nação desorientada e cujos eleitores (perto de 59 milhões) se questionam sobre os valores, as políticas e o modelo de desenvolvimento que conheceram nas últimas oito décadas.
A MAIOR ECONOMIA DA EUROPA ESTÁ EM DECLÍNIO?
