As forças armadas israelitas asseguraram, este sábado, que estão a monitorizar de perto os drones iranianos a caminho de Israel enviados pelo Irão”. Segundo o porta-voz da IDF, Daniel Hagari, “trata-se de uma escalada grave e perigosa. As nossas capacidades defensivas e ofensivas estão ao mais alto nível de prontidão face a este ataque em grande escala”. Entretanto, o primeiro-ministros israelita, Benjamin Netanyahu, convocou o gabinete de guerra, afirmando que o País está preparado para todos os cenários.
O ataque deste sábado foi baptizado pelo Irão de Operação “Promessa Verdadeira”, como “parte de um castigo pelos crimes de Israel”. As centenas de drones e mísseis lançados contra Israel terão partido do Iraque, de acordo com fontes israelitas citadas pelo The New York Times. Os principais alvos serão os Montes Golã e a base da Força Aérea em Negev.
A Missão Permanente do Irão nas Nações Unidas diz ter agido em legítima defesa. “Conduzida com base no Artigo 51 da Carta das Nações Unidas relativo à defesa legítima, a ação militar do Irão foi em resposta à agressão contra as nossas instalações diplomáticas em Damasco. O assunto pode ser considerado concluído. Contudo, caso o regime israelita cometa outro erro, a resposta do Irão será consideravelmente mais severa. É um conflito entre o Irão e o regime israelita, do qual os EUA DEVEM MANTER-SE LONGE!”, lê-se.
Este sábado, o ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, apelou a todos os portugueses para evitarem viagens para Israel.
“Todos os que puderem evitar deslocar-se à região ou que ali estejam, designadamente em Israel, e que possam regressar ou se por acaso não puderem regressar, aquilo que nós pedimos é que cumpram com rigor todas as instruções dadas pelas autoridades locais”, afirmou o chefe da diplomacia portuguesa, em declarações aos jornalistas.
A agência de notícias iraniana (IRNA) tem publicadado vários vídeos, aparentemente, de congratulação pelo ataque.