O Ministério da Educação da China ordenou que uma editora corrija as ilustrações de livros educativos depois de terem sido consideradas, no Weibo (o equivalente ao Twitter no país) feias, sexualmente sugestivas e secretamente pró-EUA. Além disso, o Governo decidiu que seria realizada uma “inspeção minuciosa” dos livros escolares a nível nacional com o objetivo de garantir que estes seguem “orientações e valores políticos corretos”, promovam uma cultura chinesa excecional e fiquem conforme os gostos estéticos do público”.
Os livros de matemática publicados pela People’s Education Press, que têm sido utilizados no ensino básico, contêm ilustrações de pessoas com rostos distorcidos – olhos pequenos e testas grandes – classificadas como feias, ofensivas e racistas. Além disso, os utilizadores também consideram que as imagens têm um conteúdo sexualmente sugestivo, referindo que se vêem, em algumas das fotos, rapazes com um relevo nas calças.
Numa ilustração específica, enquanto as crianças brincam, um menino está com as mãos no peito de uma menina enquanto outro puxa uma saia. Noutro desenho, as cuecas de uma menina aparecem enquanto ela salta à corda.

Além disso, os internautas também acham que o livro tem uma componente ideológica, apontando para a presença de uma bandeira chinesa invertida. Um utilizador descreveu as ilustrações como “más” e alertou para um futuro “preocupante” onde “os livros didáticos são manipulados pelas pessoas que se infiltraram no sistema”.
As fotografias das ilustrações tornaram-se virais nas redes sociais, com hashtags relacionadas.

