“Não há palavras para descrever o que se passou”, afirmou Abd Alkader Habak, o protagonista das imagens, à cadeia britânica Channel 4. Talvez por isso, as fotografias no rescaldo do atentado do último sábado tenham ganho tanta força.
Pelo menos 126 pessoas, entre as quais 68 crianças, morreram quando um bombista suicida fez explodir uma camioneta armadilhada junto de 75 autocarros estacionados num subúrbio de Alepo para transportar cerca de 5 mil pessoas retiradas na sexta-feira de Foua e Kafraya.
Numa das imagens, vê-se o repórter fotográfico a carregar nos braços um menino ferido.
Outra, captada pouco depois, mostra Abd Alkader Habak a chorar, ajoelhado no chão, junto ao cadáver de outra criança.
Ao Channel 4, Abd Alkader Habak explicou que estava no local a distribuir alimentos quando se deu a explosão. Mas se se apressou a pegar na câmara para registar o acontecimento, logo a largou para ajudar um menino que precisava de ajuda. “Percebi que o menino respirava, agarrei-o e corri até uma ambulância”, recorda. Da criança, sabe apenas que foi transportada para um hospital situado “na zona rebelde”.