Às autoridades, Philip Garrido, 58 anos, entregou uma espécie de manifesto em duas partes. Na primeira, disserta sobre esquizofrenia, doença de que dizia sofrer, e distúrbio do défice de atenção. Na segunda, fala da luta contra os seus impulsos sexuais.
Os escritos chegaram pelas suas próprias mãos ao FBI, poucos dias antes de ser detido no âmbito do desaparecimento, há 18 anos, de Jaycee Dugart, na altura com 11, de quem teve duas filhas.
Nos documentos, a que a CNN teve acesso, Garrido confessa o seu passado de impulsos sexuais agressivos, mas garante que já não é esse homem.
Depois da detenção, o alegado sequestrador defendeu que as páginas que entregou ao FBI deverão ajudar as pessoas a compreender quem ele realmente é, além dar “esperança a todos os que sofrem das muitas formas de comportamento sexual agressivo”.
Garrido descreve como foi difícil controlar-se e perceber que os seus impulsos estavam a magoar os que amava. Terá sido isso que o levou a tentar mudar e, para isso, terá encontrado uma estratégia: forçava-se a olhar para mulheres bonitas, mas depois não se permitia concretizar os seus impulsos.
Arrependido, Garrido diz sentir que é seu dever ajudar outros predadores sexuais a mudar de vida.