
O comportamento dos mercados norte-americanos foi condicionado pelas notícias vindas da Europa, ora transaccionando em forte alta ora em forte queda. A volatilidade da bolsa ou o “barômetro do medo”, medida pelo índice de volatilidade (VIX) da Bolsa de Opções de Chicago esteve assim ao rubro, tendo atigido a maior queda intradiária de sempre (-37%). Os fortes ganhos do início da semana compensaram as quedas de 5ª e 6ªf motivadas pelos receios de que a dívida soberana dos países da Zona Euro penalizem o crescimento económico mundial. Na semana, o índice Dow Jones subiu 2,3%, o NASDAQ apreciou 3,6% e o S&P500 valorizou 2,2%.

As bolsas europeias dispararam no início da semana com o anúncio da criação do mega fundo de emergência e receberam com agrado a notícia do crescimento do PIB da Zona Euro, que se expandiu 0.2% no 1ºtrim., uma vez que a recuperação mundial e a queda do Euro face ao USDólar impulsionou as exportações. Porém, os receios dos investidores de que este fundo não seja suficiente para solucionar a crise da dívida pública da Zona Euro e o anúncio de medidas de austeridade em Portugal e Espanha, penalizaram as bolsas no final da semana. Contudo, na semana os principais índices Europeus conseguiram acumular ganhos interessantes: o DAX +5,9%, o CAC +4,9%, o IBEX +2,7% e o FTSE +4,9%.

A generalidade dos índices bolsistas asiáticos valorizou na semana. Na tabela de ganhos o índice da bolsa das Filipinas liderou com +6% e o da bolsa chinesa ocupou a última posição com apenas +0,3%. Desde o início do ano o índice de Xangai desvalorizou 17,7% penalizado pelas medidas restritivas de concessão de crédito por forma a controlar a inflação (que aumentou 2,9% em Abril) e a evitar uma bolha no mercado imobiliário. No Japão, o Banco Central reuniu extraorniariamente com o objectivo de reestabelecer a concessão de liquidez em dólares nos mercados financeiros e decidiu manter a taxa de juro nos 0,1%. Na semana, o índice de Tóquio valorizou 0,9%.