A provocação surge dias depois de Meghan Markle e o marido, Harry, terem feito uma série de acusações à família real, durante uma entrevista com Oprah Winfrey, a ser transmitida esta noite na televisão portuguesa. Entre elas, estava o facto de o tom de pele do filho do casal, Archie, ter-se tornado uma preocupação ainda antes do seu nascimento.
O casal não revelou quem tinha feito as observações, concedendo apenas que não fora Isabel II ou o seu marido, Philip, o Duque de Edimburgo. Na entrevista, Meghan também descreveu ter tido pensamentos suicidas regulares durante a sua gravidez e que nem ela nem o filho tinham “segurança e proteção” adequadas.
Publicado este fim de semana, o cartoon tem como título “Porque Meghan abandonou Buckingham” e mostra a duquesa a responder: “Porque já não conseguia respirar”, numa alusão evidente à morte do afro-americano George Floyd, asfixiado em maio do ano passado nas ruas de Minneapolis, nos EUA, por um polícia.
A polémica não tardou – com Halima Begum, a CEO do thinkthank britânico para a igualdade racial Runnymed Trust, a considerar que aquele tipo de retrato “estava errado a todos os níveis”.
“A Rainha como assassina de GeorgeFloyd a esmagar o pescoço de Meghan? Meghan a dizer que é incapaz de respirar? Isto não faz ninguém rir nem desafia o racismo. Desvaloriza as questões e causa ofensas, em todos os níveis”, disse, no Twitter.
Mas se à entrevista houve logo reações, com uma declaração oficial em nome da Rainha a garantir que as alegações de racismo feitas estavam a ser levadas a sério, agora tanto Buckingham como os representantes do Duque e da Duquesa de Sussex recusaram-se a comentar o cartoon.
A famosa publicação semanal, fundada em 1970, com sede em Paris já por várias vezes usara desenhos provocadores sobre temas da atualidade – e, em 2015, foi notícia em todo o mundo, depois de os Said e Cherif Kouachi terem invadido a redação da revista e matado a tiro 12 pessoas, ferindo outras 11, numa reação a um cartoon com o profeta Maomé.