LISBOA
1. Izakaya (cozinha japonesa)

Música alta, ambiente descontraído e boa comida. Eis o que esperar (e não é pouco) deste Izakaya, que Tiago Penão abriu em meados de julho, em Cascais. Se no Kappo, também no centro da vila e a poucos metros de distância, Tiago brilha na alta-cozinha japonesa, no Izakaya, diz o próprio, é onde se diverte. O restaurante é pequeno, com um balcão para 17 pessoas, iluminado por néones e à volta da cozinha, onde tudo acontece a um ritmo frenético. São assim os izakayas no Japão, onde se serve comida para acompanhar a bebida. Como boa tasca japonesa, não faltam opções de saké, cerveja de arroz artesanal e cocktails, como é o caso da Margarita, feita com o molho do kimchi caseiro, e do Tokyo Mule. Na ementa, com ilustrações manga, há muito por onde escolher e depois partilhar, seja ao almoço ou ao jantar (esqueça o sushi, no Izakaya só servem sashimi). Citemos, pois, o que nos ficou na memória: os edamame (€5,50), que se comem como tremoços depois de fumados na robata, com flor de sal de sésamo; a beringela gratinada com molho dengaku (€7,50); os legumes grelhados do Hortelão do Oeste com molho à base de sésamo (€15); a saborosíssima lula com molho de manteiga (€19); a katsu sando (€16) de cachaço de porco preto em pão brioche caseiro, que barrámos com karashi-ko (mostarda japonesa picante); e, para rematar, kakigori (€6), a sobremesa feita com gelo raspado finalizada com xarope, popular no Japão nos meses de verão. Falta dizer que só aceitam reservas para a primeira ronda de jantares, a partir das 19h; depois, é por ordem de chegada. R. do Poço Novo, 180, Cascais > T. 21 404 5106 > ter-qui 12h30-15h30, 19h-22h30, sex-sáb até às 2h
2. Oitto (portuguesa)
No restaurante Oitto, aberto no início de julho, no número 8 do Largo do Picadeiro, no Chiado, Carlos Afonso, 35 anos, diz que, além de querer fazer comida com sabor e de partilha, está focado na arte de bem-servir. “Quero voltar ao serviço de antigamente, atento e profissional. Por isso, vamos finalizar alguns pratos à mesa, em frente ao cliente.” A ementa é baseada na cozinha portuguesa e aposta em pratos regionais com um toque de contemporaneidade, preparados com ingredientes nacionais e da época, como o cabrito com arroz de forno (€28/2 pessoas), a açorda de peixe e carabineiro do Algarve (€25), o ceviche de corvina, batata-doce de Aljezur e citrinos (€14,50) ou o arroz de pato com laranja (€18,50) – um dos clássicos que o chefe de cozinha nascido em Beja trouxe d’O Frade, o restaurante na Calçada da Ajuda onde esteve durante três anos. Carlos Afonso passa, assim, de uma cozinha com nove metros quadrados para um restaurante com perto de 300 metros quadrados, que se estende por dois andares. “Aqui, consigo ter mais espaço para cozinhar e ser criativo.” A partir de 15 de setembro, o Oitto contará ainda com uma esplanada com 40 lugares, onde se podem saborear os pratos da carta acompanhados por um cocktail ou um copo de vinho. Lg. do Picadeiro, 8 > T. 21 040 3199 > seg-dom 19h-23h
3. Lota da Esquina (portuguesa)

Bem perto da baía, o novo restaurante do chefe Vítor Sobral, Lota da Esquina, ocupa dois pisos da antiga Docapesca de Cascais, ocupando cerca de dois mil metros quadrados – sem contar com a futura (e espaçosa) esplanada que será instalada junto à entrada principal. “Este é o maior restaurante que vou gerir. Podemos dizer que é uma grande Esquina com muita coisa a acontecer aqui dentro”, diz, orgulhoso, o chefe de cozinha dos restaurantes e padaria da Esquina. Desde o primeiro dia de setembro será no piso térreo, decorado em tons de azul e verde, que os clientes vão poder sentar-se, a almoçar ou a jantar. Na ementa, especializada nos peixes e mariscos da nossa costa, há sugestões para agradar a todos os apetites e carteiras. Das amêijoas à Bulhão Pato a uma sapateira desfiada, ideais para partilhar, passando pelos pratos com mais substância, com muitos grelhados, bem como arrozes, massadas, marinados, entre outras receitas. No piso superior, funcionará o bar de cocktails com uma carta bem recheada de bebidas, música ao vivo e DJ sets. Mas não será tudo. Neste mesmo andar, em meados de outubro, o chefe de cozinha apostará ainda numa área dedicada aos sabores da terra, com carnes (vitela barrosã, cabrito, borrego, porco e algumas carnes bovinas) e vegetais, tudo com rótulo biológico. É caso para dizer que há muito para provar nesta nova casa com assinatura de Vítor Sobral. Passeio D. Luís I, Lg. da Lota, Cascais > T. 93 488 1915, 91 964 4738 > seg-dom 12h30-23h, bar 19h-2h
4. Pica-Pau (portuguesa)
Numa Lisboa cada vez mais estrangeira, o grupo Plateform lançou uma cartada em contracorrente: abriu o Pica-Pau, no Príncipe Real, um restaurante 100% tradicional, com preços em conta e o chefe de cozinha Luís Gaspar ao leme. “É cozinha portuguesa sem twist, com zero criatividade, mas boa técnica a trabalhar o produto”, disse à VISÃO no dia da abertura, em julho. E, a julgar pela quantidade de interessados – sugere-se reserva antecipada –, a cidade precisava de um sítio assim. A carta é uma viagem completa pelo País, servida em pratos de olaria alentejana. Há saladinha de polvo, rissóis de leitão, iscas de cebolada, bacalhau à Brás, polvo à lagareiro, bitoque, farófias, pudim Abade de Priscos; e sete pratos do dia, como a mão de vaca com grão à terça-feira, o arroz de cabidela à sexta e a massada de garoupa e camarão ao sábado. Para desenhar o menu, Luís Gaspar contou com a ajuda do gastrónomo Virgílio Gomes e duas referências literárias do receituário nacional, Cozinha Tradicional Portuguesa, de Maria de Lourdes Modesto, e Tesouro das Cozinheiras, de Mirene. Tem uma completa charcutaria à entrada, um pátio perfeito para dias de calor e uma sala privada para grupos. Por tudo isto, resta-nos desejar longa vida ao Pica-Pau. R. da Escola Politécnica, 27 > T. 21 269 8509 > seg-qui 12h-16h, 19h-24h, sex até à 01h, sáb 12h-01h, dom 12h-24h
5. Animal (internacional)

“A fancy ass pretentious meal a day keeps sad days away.” A muito verdadeira frase (em português, qualquer coisa como “uma refeição pretensiosa por dia afasta os dias tristes”) brilha num néon da artista Wasted Rita, instalado numa das paredes do surpreendente Animal, novo restaurante do Hotel Hotel, em Lisboa. E surpreende por se tratar de um oásis urbano, um enclave de silêncio e boas vibrações, a dois passos da Avenida da Liberdade. Mas também por permitir começar a refeição com um prato de sushi tradicional vindo do sushibar à entrada do hotel, passar por um T-bone maturado com esmagada de batata e acabar, quiçá, com uma tatuagem na pele. Não é metáfora, é referência ao estúdio de tatuagens, no piso –1 do hotel. A cozinha está a cargo de Carlos Soares e assenta em quatro pilares: o cru, o fogo, o animal e o vegetal. Um caminho que lhe permite apresentar tanto um tártaro de atum com citrinos e ponzu (€23), como uma beringela, arroz japonês e cebolete (€14) ou um pato confitado, groselha e massa chitarra (€26), para rematar com um semifrio de maracujá e coco (€8), uma das criações doces da japonesa Kozue Morimoto. Com um interior espaçoso e aberto para a esplanada, uma selva urbana muito bem cuidada, a refeição deve ainda ser regada a um dos cocktails do bar. Às quintas, há DJ e ao sábado um trio de jazz, sempre à noite. Tv. da Glória, 22 > T. 21 116 4120 > Restaurante: seg-dom 12h30-14h30, 19h30-22h30; Bar: seg-qui até às 24h, sáb-dom até às 02h
6. Omakase Ri (japonesa)

Numa tradução livre, omakase é a palavra japonesa para “ficar nas mãos do chefe”. E é o que acontece neste pequeno restaurante de Alcântara, apenas com sete lugares ao balcão, onde William Vargas trabalha todos os dias um menu de 15 porções, nigiris na sua maioria. “Existe uma ordem. Primeiro, os peixes brancos, mais leves; depois, os azuis e finalizamos com marisco e omelete japonesa, antes da sobremesa”, explica, numa aplicação fiel do modelo tradicional dos restaurantes japoneses de sushi. O peixe vem do Mercado 31 de Janeiro, o atum é Bluefin do sul de Espanha (o momento alto é o nigiri de otoro), muitos peixes são maturados na casa, outros, como a dourada, descansam 24 horas em alga kombu, o arroz vem da província japonesa de Toyama e é temperado com um vinagre envelhecido, sempre servido à temperatura do corpo (36 ºC). Em jeito de degustação, as peças vão sendo servidas à vez, já com a soja e o wasabi (fresco) necessários, e recomenda-se que sejam comidas à mão. O menu custa €65 e pode ser harmonizado com sakés importados do Japão por mais €30, um trabalho a cargo de Gabriela Hatano, a fazer dupla com William neste pequeníssimo restaurante, cujo investidor é Rishav Verma, figura conhecida na cidade como The Mayor of Santos, de quem partiu o convite para esta aventura. Para embarcar nela, é preciso reservar com, pelo menos, 24 horas de antecedência. R. de Alcântara, 13A > T. 91 409 4506 > ter-sáb 19h-21h, 21h15-23h15
7. Aura Dim Sum (cantonesa)

Pode dizer-se que o Aura Dim Sum nasceu a pedido de muitas famílias. Primeiro, deu-se a conhecer com uma série de pop-ups dos tradicionais dumplings chineses, típicos de Cantão, quando o casal Catarina Goya, brasileira, e Jose Luís Suárez, espanhol, se mudou para Portugal, em 2019. Com a pandemia, veio uma morada na Bica, para takeaway e entregas em casa, que chegou a funcionar como restaurante, com apenas meia dúzia de mesas. Em julho passado, mudaram-se para Alfama, onde conseguem sentar quase 40 pessoas e têm mais espaço para cozinhar. A carta tem mais variedade de dim sum, feitos à mão e com diferentes recheios, mas também alguma comida do Vietname. Exemplos? Dim sum de borrego, cogumelo shiitake, cenoura, gengibre e cebolinho (€9,50/3 unidades); wonton picante de frango do campo, coentros, gengibre e couve chinesa (€8,50/4); bao de porco caramelizado com molho barbecue (€9,25/3); ou salada de pato crocante (€10,50). Uma dica: não deixe de provar os cocktails do Living the Drink, feitos em especial para o Aura. R. das Escolas Gerais, 88A > T. 91 011 6489 > ter-sex 18h-23h, sáb 12h-15h, 18h30-23h30
8. Come to Tricky’s (contemporânea)

Três D marcam a alma (e o logótipo) do Come to Tricky’s: dine (jantar), drink (beber) e dance (dançar). O convite é feito à chegada, com a música animada num volume considerável; está explícito no balcão do bar, de onde saem os copos de vinho natural, os cocktails, as cervejas artesanais, a kombucha, mas também as bebidas não alcoólicas; e completa-se com a cozinha, aberta para a sala, onde um conjunto de cozinheiros pensa uma carta feita com ingredientes de produtores maioritariamente do Oeste. Trabalho de equipa é a expressão-chave deste restaurante com boa onda, aberto desde abril, onde o rumo é traçado pelos sócios, a norte-americana Jenifer Duke, da loja e projeto de vinhos naturais Rebel Rebel, e João Magalhães Correia, chefe de cozinha do Água pela Barba e do Season, aqui a levantar um projeto sonhado durante três anos. “Queríamos um sítio que não fosse nem demasiado pretensioso nem demasiado chique, com boa comida e serviço, para passar um bom bocado.” E conseguiram cumprir o objetivo. Sem balizar entradas e pratos principais, a carta está em rotação constante, mas, para já, servem atum dos Açores, leite de tigre de kombucha, nectarina e pepino (€15), beterrabas fumadas, creme de caju e physalis (€12) ou tortellis de ricota, curgete e limão (€13). Para beber, há vinhos naturais estrangeiros, feitos com a mínima intervenção. R. da Boavista, 112 > reservas: hey@cometotrickys.com > ter-sáb 19h-24h
PORTO
9. Espécie (vegetariano)
Esta é a primeira vez que João Pupo Lameiras faz uma carta vegetariana. O convite para criar a ementa do Espécie, aberto no final de junho, partiu da proprietária, Marta Almendra (também dona do Cruel e do Boteco Mexicano). “Não havia uma cozinha de autor vegetariana na Baixa. Queremos conquistar os não vegetarianos, com estes pratos coloridos, saborosos e a preços democráticos”, diz Marta. “A carta foi pensada sem grandes preceitos. Tentei fazer a comida que faço habitualmente, mas em versão vegetariana, trabalhando os legumes como sendo as estrelas do prato”, explica o chefe de cozinha. E com a criatividade a que já nos habituou. Entre as sugestões, há sopa de milho fria ou quente (€4), pastel de massa tenra de queijo, cebola e pimento (€3,50), um inesperado KFC – Korean Fried Cauliflower (€5,50), que mais não é do que couve-flor frita com molho picante coreano (o nome brinca com o frango frito de uma conhecida cadeia norte-americana), bife de aipo assado (€11) e pastilla marroquina de jaca verde (€10), com alperces, amêndoa e canela. Também as sobremesas (€6) seguem a mesma linha, de que são exemplo o arroz-doce cozinhado com coco ou a banana frita e paçoca, com gelado de amendoim e caramelo de miso. R. da Picaria, 84 > T. 96 733 6147 > seg-qui 12h30-23h, sex-sáb 12h30-24h
10. Tokko (japonês)

À entrada, detemo-nos na grande janela virada a rua. Dali, é visível o ambiente descontraído pautado por uma decoração em tons de branco, creme e dourado, assinada pelo designer de interiores Paulo Lobo, que contrasta com as madeiras dos 35 lugares sentados. Depois da abertura do Tokkotai, chegou a vez de o Tokko, mais informal e a funcionar durante o dia, entrar em cena. Ambos os restaurantes partilham o pátio (que os une através de uma escadaria de madeira), a equipa de sala e de cozinha, e o melhor da gastronomia oriental. Nas entradas, sugerem-nos opções como o aromático carpaccio de salmão trufado (€10), a salada de alface grelhada com muxama, castanha e tomate confitado (€4) e o novo ceviche de peixe branco, polvo, cebola roxa e pimenta. Seguem-se os tacos (salmão €6, atum picante €9), os tradicionais uramaki, hossomaki, temaki e sashimi. Há ainda combinados de sushi (a partir de €14/10 peças), com opção vegan, pokes (de salmão e de atum marinado), nigiris flamejados e especiais Tokko, e pratos quentes, como a pescada fumada com vegetais grelhados (€10) e shogayaki (€14), nome para as fatias finas de carne de porco frita e gengibre. À hora do almoço, têm disponível um menu executivo que inclui entrada, prato quente ou combinado, sobremesa, bebida e café (€19,50). Para fechar, e adoçar o momento, não podiam faltar o bolo de chiffon com creme inglês e gelado (€6) ou o pudim matcha (€6). O sommelier Sérgio Macedo é agora o responsável pela carta de vinhos do Tokko, estando para breve a abertura de um wine bar. R. de Ferreira Borges, 57, Porto > T. 91 303 7117 > seg-qui 12h30-16h, sex-dom 12h30-17h
11. La Dolorosa (mexicano)

Em Leça da Palmeira, o Grupo do Avesso abriu uma taqueria mexicana, a poucos metros de onde detém os restaurantes Fava Tonka, Esquina do Avesso, Terminal 4450 e Sushiaria. Com paredes pintadas de laranja, a contrastar com o azulão das cadeiras e mesas, o La Dolorosa tem uma carta descontraída. “Servimos muito mais do que tacos. A comida é desprendida, mas com muito sabor, muitas malaguetas e pimentos, e um toque de mar”, diz Ricardo Rodrigues, o dono. Da cozinha aberta saem quesadillas (€10), huevos rancheros divorciados (€7) e vários tacos de tortilha de milho para comer à mão (al pastor, Gobernador, carne assada, carnitas, Lengua, De la Baja, a partir de €6). Mas também o tradicional pozole (caldo de porco desfiado, milho pozolero, €18) e a cochinita pibil (tortilhas de milho, porco marinado em achiote, laranja e habanero, €20). Tudo picante q.b., como se deseja. Daí que não se estranhe a frase no néon de uma das paredes: “No hay amor sin dolor.” Para que nada falte a este mexicano, com esplanada coberta, há ainda churros com molho de chocolate para sobremesa e, claro, margaritas, micheladas, tequilas e cocktails. Lg. do Castelo, 168, Leça da Palmeira, Matosinhos > T. 91 267 3469 > seg-qui e dom 19h30-23h, sex 19h30-24h, sáb 13h-24h
12. Al Mare (italiano)

Tem vista para o Atlântico e para a foz do Douro o novo (e terceiro!) italiano do grupo Cafeína, de Vasco Mourão, com o chefe de cozinha chileno Camilo Jaña ao leme. Aliás, foi a localização “excecional”, aliada “ao gosto pela cozinha italiana”, que levou o empresário a abrir o Al Mare. A carta oferece “comida italiana autêntica” e conta com ingredientes que vêm diretamente de Itália, caso das anchovas oriundas de Cetara, cidade piscatória da Campânia, do tomate San Marzano, do presunto de Parma e, claro, dos queijos. Para início de conversa, provem-se os grissinis artesanais que são postos na mesa e a focaccia de cavala fumada na casa com as tais anchovas vindas de Cetara. Do forno a lenha, à vista dos clientes, saem pizzas napolitanas de massa mãe (a partir de €10,20). Além das massas, os adeptos da cozinha mediterrânica ainda se deliciam com o entrecôte alla fiorentina (€38,40, duas pessoas) ou o tornedó de lombo com pancetta (€21,60). O Al Mare tem também um bar de cocktails que se abre para o exterior, ideal para dar início à refeição. Av. D. Carlos I, 8 > T. 22 976 8661 > ter-sáb 12h30-15h, 19h30-22h30; dom 12h30-15h
13. Honest Greens (saudável)

Deixe-se para trás a Rua de Santa Catarina, uma das mais movimentadas do Porto, para um momento tranquilo à mesa. No Honest Greens, conhecido pelos pratos saudáveis e equilibrados, feitos com produtos sazonais, e quase sempre biológicos, tudo apela à calma – da ementa à decoração, em tons terra, com plantas, e apostando nos materiais naturais como a madeira reciclada, o vime e o barro. Um ambiente orgânico, portanto, que está dividido em três áreas distintas: cafetaria, à entrada, seguida de restaurante e de um pátio muito simpático, nas traseiras. Servido a qualquer hora, o menu de verão contempla, por exemplo, milho assado com abacate, cebolinho, coentros, salsa, queijo vegetal, tajin moído, molho miso e tangerina (€2,90); ceviche de legumes, fruta e algas (€3,50); salada grega com melancia, melão, pepino e tomate-cereja (€2,90) e a bowl de burrata, servida com gaspacho de cereja e melancia (€8,90). Certos, todo o ano, são o tataki de atum dos Açores ou o peito de frango com ervas e mostarda (€7,90). Vale a pena conhecer este projeto criado por três viajantes, um norte-americano, um dinamarquês e um gaulês, frustrados por não encontrarem um local com comida saudável, rápida e acessível. Começaram por Espanha, em 2020 chegaram a Lisboa, onde têm atualmente três moradas, e já este ano, em meados de abril, abriram o Honest Greens no Porto. R. de Santa Catarina, 184, Porto > seg-dom 9h-24h
14. Kug Flores (brunch e comida portuguesa)

O segundo KUG – Kitchen & Urban Garden assume-se como um Gastro, Wine & Cocktail Club, com uma oferta um pouco diferenciada do seu congénere, próximo do Palácio de Cristal. A funcionar no edifício do hotel Oca, na movimentada Rua das Flores, logo à entrada está um wine bar, que tem mais de 185 referências a copo de todas as regiões do País, com destaque para os vinhos de pequenos produtores, e que também funciona como loja. Um corredor encaminha-nos até ao pátio interior, onde, a par do salão nobre situado no quarto piso do hotel, é servida a ementa com assinatura do chefe de cozinha Rui Paula e os irresistíveis cocktails (€8-€10) do bartender Pedro Fernandes. Todos os dias, entre as 12h e as 17h30, está disponível um brunch, à carta ou em dois menus (Flores e Vegan, €29). Para um pequeno-almoço tardio, com doses para partilhar, terá à escolha os ovos florentine e pinhão (€10), o hambúrguer de lavagante (um best-seller do Kug, €23) e de wagyu (€19), por exemplo. Na carta de jantar, encontram-se, entre outras sugestões, lombinho de vitela com brás de morcela (€23), corvina, ervilha, chouriço ibérico (€21) e bacalhau, xerém de amêijoa e gema (€21). A mais recente novidade é uma mesa para 12 pessoas no miradouro com vista sobre a Sé do Porto e a Torre dos Clérigos. R. das Flores, 135 > dom-qui 12h-24h, sex-sáb 12h-02h