O pedido feito pela organização considera essencial que durante os próximos debates seja destacada a “teia económica” que engloba as crises ecológica e climática e que estão a resultar um número incontável e crescente de pessoas por todo o mundo que já não têm comida, água ou energia.
Segundo a WWF, ao abordarem estas questões os chefes de estado estarão a dar oportunidade de controlar a crise financeira e assim garantir economias mais verdes, mais equitativas e consequantemente mais resistentes.
“Por trás da dívida económica há uma crescente dívida ecológica, e se nada for feito será preciso muito mais do que pacotes de resgate financeiros para restaurar a estabilidade”, disse Elise Buckle, líder campanha G20 da WWF International.
“A ansiedade sobre o bem-estar dos bancos precisa de ser temperada com a preocupação sobre os mais vulneráveis, que são quem mais sofre com os aspectos económicos, sociais e ambientais desta crise. Milhões de pessoas estão na fila para perder os seus empregos. Biliões já não têm acesso a uma alimentação adequada, água, abrigo e energia sendo estes os que mais sofrem com a devastação resultante da mudança climática.”
De acordo com a WWF, existem soluções inovadoras. E é a liderança política que está em falta. Aproveitando a oportunidade, a WWF apela aos líderes do G20 para fazerem uma mudança significativa chegando a acordo sobre:
– As fontes de financiamento inovadoras para o clima e desenvolvimento, incluindo um imposto sobre transações financeiras globais e uma imposição internacional aos sectores marítimo e da aviação. A FTT global de 0,1% poderia angariar entre 410000000000$(EUA) e 1 trilião de dólares a cada ano e uma taxa sobre os combustíveis de aviação e sobre o sector marítimo, pelo menos, 24000000000$(EUA) por ano para ações climáticas;
– A implementação efetiva dos compromissos assumidos na Cimeira de Pittsburgh para iniciar um phasing-out aos subsídios dos combustíveis fósseis e investir no acesso a energia limpa que se dirigida a economias verdes. Segundo a OCDE, 500.000 milhões dólares americanos foram gastos em subsídios destinados a combustíveis fósseis, só no ano 2010.
“O G20 precisa de enviar um sinal político forte para abrir caminho a um retorno financeiro positivo destinado ao clima a ser conseguido já no COP UNFCCC, em Durban, no final do ano, e no Rio+20, em 2012”, disse Tasneem Essop, líder em energia e clima nos procjetos mundiais da WWF.
Vanessa Perez-Cirera Directora do Clima na WWF México acrescentou a sua chamada de atenção aos líderes do G20: “Há agora uma oportunidade para garantir que o Fundo do Clima Verde acordado na cimeira do clima em Cancun não permaneça como uma concha vazia e receba os fluxos financeiros que são extremamente necessários para apoiar a mitigação e adaptação nos países em desenvolvimento”, disse.
O México que vai assegurar a Presidência do G20 no próximo ano, está a crescer desenvolvimento verde e o de baixo carbono uma das suas principais prioridades.