Termina hoje, quinta-feira, a maratona eleitoral sul-africana. Três dias de votos livres e multirraciais mudarão a história do último país africano governado por uma minoria branca. Nunca um resultado foi tão previsível. O ANC de Nelson Mandela formará o próximo governo. O líder histórico da luta contra o apartheid, que ficou 27 anos na prisão, é o novo homem forte e o futuro presidente da Africa do Sul. Sem sucessor à vista, reside na sua longevidade física e política a última esperança para o país mais desenvolvido — e único do primeiro mundo — do Continente Negro.
Também nunca umas eleições decorreram em cima de um tão perigoso barril de pólvora. Um carro armadilhado com 70 quilos de explosivo comercial marcou, domingo de manhã, no centro de Joanesburgo, o início de uma série de atentados que provocaram dezenas de mortos e feridos. A bomba, colocada a meio caminho entre a sede regional e os escritórios centrais do ANC, fez estilhaçar todos os vidros num raio de duas centenas de metros, tendo destruído vários carros e provocado nove mortos.