A passagem pelo Mónaco foi sem dúvida brutal! Adorámos a paragem, ainda que tenha sido por uma tarde. Já exaustos do longo dia, entre a noite mal dormida, trocas de comboios e andar muito a pé com a mochila às costas, por volta das 23 horas despedimo-nos de um país, mas inaugurámos outro: Itália!
Qualquer coisa como meia hora foi o que demorámos a chegar a Ventimiglia, uma pequena cidade, logo depois da fronteira, o que por vezes era sinónimo de falta de informação de uma para a outra. Ou seja, fomos na expectativa de lá chegar e por sorte haver um outro que continuasse a viagem. Infelizmente, não foi isso que aconteceu e tivemos mesmo que passar a noite a dormir na estação. Sim… mais uma noite mal passada pela frente. Por momentos estranhei um bocado o ambiente, o tipo de pessoas, indicações em italiano, a vista para fora da estação era escura e pouca gente ali andava. Estávamos cansados e decidimos sentarmo-nos algures por ali. Não sabia se ia conseguir dormir; vontade não me faltava.
Pouco tempo depois, à nossa volta haviam inúmeras pessoas com o mesmo problema de ter que esperar pelo próximo comboio, acabando a estação por ficar “completa” nos lugares encostados às paredes. Não me esqueci de ligar o despertador, e em pouco tempo estava a dormir. Aliás, nem tive quaisquer problemas em adormecer, porque só me lembro de passadas umas 5 horas ter acordado com o alarme.
Durante a viagem que se seguiu, ainda muito cedo, ninguém ia a fazer barulho, não havia pessoas a conversar, nem o reflexo do sol a bater na janela; é a vantagem dos comboios nocturnos. E assim chegámos ao nosso primeiro destino de eleição em Itália: Génova, logo pela fresquinha como se diz… mas já estava era um calor infernal. Foi por pouco tempo que lá andámos, mas vale sempre a pena. A cidade não tem muito para ver num pequeno contacto, tem alguns pontos de interesse como monumentos, praças tipicamente italianas, e o porto que foi sobretudo por onde andámos. Fizemos umas sandes, demos uma volta pelo centro e assim tivemos uma agradável manhã. Até aqui ainda não tínhamos começado a sobreviver de pizza, até as descobrirmos…
Ao meio-dia apanhámos um comboio para o local que “vive” de uma Torre, que se diz estar inclinada; quisemos ir confirmá-lo. Em 3 horas de caminhos-de-ferro a apreciar o litoral italiano, e umas conversas paralelas com os vizinhos, mais um dia de Interrail ia passando e cada vez mais aumentando a nossa satisfação de percorrer o mapa. Num ambiente simpático desembarcámos em Pisa… uma pequena estação, bem como uma pequena vila entre muralhas. A aventura continua!!
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