Vamos fazer de conta que a vaga de ciber ataques a Portugal foi ordenada pelo senhor Kim Jong-Un. Se não foi ele, foi a irmã. Ou o senhor Putin, já agora. Em conluio, claro, com o chefe Xi, que tem muita experiência em vírus. Qualquer um serve, para o efeito.
O que interessa saber, verdadeiramente, é se Portugal tem capacidade, enquanto Estado, para ajudar a conter esta onda, cujo pico se desconhece? E conter deverá ser, presume-se, identificar e anular as ameaças. Ninguém quer um Cyber Comando como tem os EUA, capaz das melhores e piores proezas, mas que o Governo, este e o novo, dê prioridade máxima, em recursos humanos e técnicos, à PGR, PJ, Forças Armadas, e ao Gabinete de Cibersegurança.
E prioridade máxima tem um significado: quadrupliquem tudo o que existe, multipliquem por 100, e a partir daí cresçam exponencialmente. Todos estão a fazer um esforço notável, inquestionável, mas são sempre poucos. E não faltam os avisos, de grande perigo, para um Estado desmaterializado, como o nosso, e para serviços estratégicos e vitais.
Há uma nova pandemia em Portugal, também invisível, que requer fortes meios e medidas de segurança. A Cibersegurança merece toda a atenção governamental. Ou até uma nova pasta. Ou Secretaria de Estado. O que for.
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