As áreas metropolitanas de Lisboa e do Porto representaram, em conjunto, 50% do total de 74 088 novos contratos de arrendamento feitos de norte a sul do país durante o primeiro semestre deste ano. Dados divulgados hoje pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) mostram ainda que neste período e pela primeira vez desde o 2º semestre de 2017, verificou-se um aumento no número de novos contratos celebrados relativamente ao mesmo período do ano anterior: +3,8% (-6,4% no semestre anterior), totalizando os 74 088 novos contratos.
O valor mediano das rendas atingiu os 5,47 €/m2, um aumento de +9,4% face ao período homólogo. No 1º semestre de 2020, 35 municípios apresentaram rendas acima do valor nacional. Lisboa apresentou o valor mais elevado do país (11,92 €/m2 ), destacando-se ainda, com valores iguais ou superiores a 7 €/m2 , Cascais (10,58 €/m2 ), Oeiras (10,35 €/m2 ), Porto (8,93 €/m2 ), Amadora (8,74 €/m2 ), Odivelas (8,06 €/m2 ), Almada, (8,01 €/m2 ), Matosinhos (7,76 €/m2 ), Loures (7,54 €/m2 ), Albufeira (7,29 €/m2 ), Loulé (7,20 €/m2 ), Sintra (7,10 €/m2 ), Lagos (7,08 €/m2 ) e Portimão (7,02 €/m2 ), mais três municípios que os assinalados no semestre anterior: Sintra, Lagos e Portimão.
À semelhança de semestres anteriores, a Área Metropolitana de Lisboa concentrou cerca de um terço dos novos contratos de arrendamento (24 185).
Segundo as Estatísticas de Rendas da Habitação, Cascais, Lisboa, Porto e Oeiras são os municípios onde os valores de novos contratos de arrendamento são os mais elevados e simultaneamente com diminuição homóloga de rendas medianas, os municípios de Cascais (com uma variação de -10,1%), Lisboa (-6,4%), Porto (-1,1%) e Oeiras (-0,1%).