Os criadores de apps vão ter acesso ao Android 11 para desenvolverem e ajustarem as suas aplicações. A versão do sistema operativo móvel vai ser apresentada com maior detalhe durante a conferência I/O da Google, marcada para maio, mas já foi possível conhecer algumas das alterações e melhorias que a gigante propõe.
Uma das primeiras novidades é a possibilidade de os utilizadores definirem um acesso de utilização única para as apps poderem ‘consultar’ dados de localização, microfone ou câmara. Com esta opção ativa, o acesso das apps faz-se apenas uma vez e expira assim que a aplicação for encerrada, mantendo a privacidade dos utilizadores. Até aqui, os criadores de apps tinham acesso mais alargado, caso os utilizadores o autorizassem, pelo que esta novidade permite um maior controlo e flexibilidade, quer para utilizadores, quer para programadores.
Noutro capítulo, a Google melhorou a visualização para ecrãs de ‘novos formatos’, como os telefones que se dobram ou os aparelhos que têm ecrã a cobrir a quase totalidade da frente do equipamento. No que toca a mensagens, vai ser possível incluir imagens nas respostas a notificações e as bolhas de chat vão mostrar as conversas, mesmo enquanto se usam outras aplicações.
O Android está presente em quase nove em cada dez smartphones vendidos atualmente e a Google tem o desafio de conseguir fazer chegar as versões mais atualizadas a cada aparelho, uma vez que os fabricantes ou operadores podem, por vezes, atrasar o processo.
Em maio de 2019, o Android 9 estava instalado em 10,4% dos telefones Android, enquanto as três versões anteriores compunham 64,4% de todos os Android. A Apple, por sua vez, consegue com que mais utilizadores tenham acesso às versões mais recentes do sistema operativo (70% dos iPhone têm a versão mais recente, iOS 13).