A Uber calcula que dentro de dez anos, passaremos a voar para o trabalho. Os aparelhos VTOL serão construídos por outras empresas e não pela própria Uber. Esta reserva para si a parte de gestão das deslocações e a manutenção do sistema. Os planos passam por uma conferência, a realizar dentro de um ano, subordinada ao tema de aviação on-demand e o desenvolvimento de pequenos aparelhos voadores capazes de aterragens e descolagens na vertical, ou VTOL. A vantagem destes aparelhos face aos helicópteros é que têm um nível de emissões e de ruído mais baixo.
O documento da Uber, de 97 páginas, conclui que, para este futuro ser uma realidade, terá de haver uma colaboração efetiva entre os reguladores, a comunidade e os fabricantes, explica a Popular Science.
A solução também prevê que os VTOL dispensem a presença de um piloto, podendo ser convocados pelo passageiro através de uma app e conseguindo regressar sozinhos, depois de a viagem ser concluída.
«A aviação on-demand tem o potencial para melhorar radicalmente a mobilidade urbana, devolvendo às pessoas o tempo que atualmente perdem nas deslocações diárias», refere o documento da Uber. Só em São Francisco, estima a Uber, os habitantes perdem mais de 230 horas por ano nestas viagens, o que equivale a meio milhão de horas de produtividade perdidas por dia, além de ser menos tempo que se passa também com as famílias.
O maior desafio passa neste momento pela aprovação da regulação e pelo desenvolvimento de tecnologias de bateria eficientes. Alguns especialistas acreditam que o obstáculo da regulação será mesmo impossível de contornar, pelo menos na janela temporal de dez anos que a Uber prevê.