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A Xiaomi estreou-se no mercado indiano em julho deste ano e cresceu rapidamente, vendendo mais terminais do que os fabricantes de aparelhos de baixo custo com Android One. Na quarta-feira passada, no entanto, as vendas de smartphones Xiaomi foram bloqueadas na Índia, na sequência de queixas apresentadas pela Ericsson.
A marca nórdica queixa-se de violação de patentes e o tribunal de Deli deu-lhe razão. O caso será reapreciado em fevereiro, mas até aí a Xiaomi não poderá ter terminais à venda no subcontinente indiano.
A Reuters cita fontes próximas da Xiaomi que estarão cientes de que a marca possa estar a infringir propriedade intelectual de outros fabricantes. Ainda não se assistiu a grandes batalhas legais nos mercados ocidentais, mas a acontecer, a Xiaomi poderá ser banida também destes mercados.
A administração da empresa estará a par da fragilidade dos seus acordos sobre patentes e terá decidido expandir-se para os mercados indiano e do sudeste asiático precisamente por causa dessas eventuais vulnerabilidades.
A Xiaomi está em primeiro lugar na China, mas enfrenta concorrência feroz de dois outros fabricantes chineses, como a Huawei ou a ZTE. O mercado indiano é particularmente apetecível, uma vez que a apenas um em cada dez utilizadores tem smartphone e há um vasto potencial de crescimento. A Xiaomi começou a importar dez mil terminais por semana em julho e teve de crescer rapidamente este volume para 60 mil a 100 mil unidades por semana.