
iFixit
Os 39 Macs, Macbooks e monitores vão deixar de ter o selo da EPEAT (de Electronic Product Environmental Assessment Tool) a pedido da própria Apple. O selo da EPEAT garantia que os produtos tinham um impacto mínimo no ambiente e que poderiam facilmente ser reciclados. No mês passado, a Apple pediu à EPEAT que deixasse de avaliar os seus modelos. O CEO da EPEAT, Robert Frisbee, confirmou ao Wall Street Journal que a Apple justificou o pedido dizendo que «a estratégia para o design já não se coaduna com os requisitos da EPEAT».
As preocupações ecológicas têm sido um cavalo de batalha da Apple desde 2007, depois de enfrentar duras críticas de organizações como a Greenpeace.
A decisão de abandonar a EPEAT pode ter algumas repercussões ao nível da faturação. Há grandes empresas e organismos públicos nos EUA, por exemplo, que não podem adquirir material informático que não cumpra estas normas.
Uma possível explicação para esta decisão da Apple pode passar pelo novo MacBook Pro com ecrã de Retina. Sites como o iFixit já mostraram como é difícil desmontar o novo portátil da Apple. A possibilidade de ser desmontado facilmente (ou com recurso a ferramentas comuns) é também um dos critérios avaliados pela EPEAT. Este fator pesa na atribuição de uma nota porque se torna importante separar os componentes recicláveis daqueles que são nocivos ao ambiente.
As empresas de reciclagem devem retirar componentes perigosos, como a bateria, antes de enviar os equipamentos para processamento. No caso do novo MacBook Pro, a bateria está colada ao chassis e é praticamente impossível de a descolar sem que esta sofra danos, vertendo o líquido tóxico no seu interior.