
As estimativas constam do estudo efetuado no âmbito do projeto europeu MERGE, que é liderado pelo Inesc-TEC.
De acordo com os especialistas envolvidos no projeto, os países da UE não deverão ter necessidade de investir na renovação das infraestruturas de distribuição de energia durante a década que se segue. E isto porque "nos próximos anos, o carregamento das baterias será feito preferencialmente em casa dos consumidores, ou em áreas privadas (como é o caso de centros comercial e de parques de estacionamento privados)", refere em comunicado o instituto que é coordenado pelo Inesc-Porto.
Os especialistas que participam no MERGE (de Mobile Energy Resoures for Grids of Electricity) preveem que apenas entre 2020 e 2030 os estados-membros da UE tenham de proceder à renovação das infraestruturas elétricas a fim de acompanhar o previsível aumento do número de automóveis elétricos em circulação.
Os mesmos especialistas admitem que os utilizadores de carros elétricos optem, preferencialmente, por carregar baterias durante a noite e nas imediações das suas casas, por questões de conveniência e tarifas mais em conta. O que significa que, nos carregamentos de baterias diurnos, deverão predominar os casos de condutores que se encontram longe das respetivas casas.
Preços elevados (dos veículos) e baterias com autonomia reduzida são os dois fatores apontados pelo MERGE para escassa procura que os automóveis elétricos registam atualmente.
O MERGE é o principal projeto da UE no que toca à investigação de redes de distribuição de energia para automóveis elétricos. O projeto arrancou em 2009, contando com um orçamento de 4,5 milhões de euros.