

Analistas da iSuppli dão a conhecer um panorama negro para uma das superpotências das tecnologias mundiais: hoje, o Japão vive uma crise económica, com uma ameaça de contaminação radioativa de grande escala, e a poderosa indústria de semicondutores não só viu fábricas destruídas por um terramoto e um tsunami, como tem de saber viver com a escassez de eletricidade e estradas destruídas.
A consultora iSuppli estima que a indústria de semicondutores do Japão, uma das mais poderosas do mundo, poderá demorar entre quatro e seis meses a entrar na normalidade – e durante esse período a indústria tecnológica mundial vai sofrer os efeitos nocivos dos cataclismas ocorridos a 11 de Março no país do "sol nascente".
Os especialistas da iSuppli estimam mesmo que a catástrofe possa repercutir-se numa redução de 25% nas bolachas de silício hoje usadas para a produção de chips, circuitos integrados e processadores. A escassez tomará ainda proporções maiores no peróxido de hidrogénio, que é usado na produção de chips diversos – e que poderá registar uma redução de 75% nos próximos tempos.
Em declarações reproduzidas pela Computerworld, Dale Ford, vice-presidente da iSuppli, admite mesmo que algumas das fábricas que abasteciam o resto do mundo de semicondutores nunca mais venham a reabrir: "Já houve outros desastres no passado, mas este é o maior que alguma vez afetou a indústria de semicondutores".
Face a estas limitações, os responsáveis da iSuppli estimam que a maioria das fábricas de informática e eletrónica já só tenha stock para se manter em produção durante as próximas três ou quatro semanas – a menos que sejam encontradas alternativas no que toca ao fornecimento de matérias-primas.