Apesar de a Igreja Católica não ser reconhecida pelas suas políticas avançadas, o novo Papa quer que seja prestada mais atenção à Inteligência Artificial e deu conta disso mesmo na sua primeira reunião formal com os cardeais. “Nos nossos dias, a Igreja oferece a todos o tesouro dos ensinamenos sociais em resposta a outra revolução industrial e aos desenvolvimentos no campo da Inteligência Artificial que constituem novos desafios para a defesa da dignidade humana, da justiça e do trabalho”, afirmou Leão XIV.
O novo Papa revela que escolheu o nome Leão como sinal da intenção de seguir os passos do antecessor do nome, Leão XIII, que endereçou a “questão social no contexto da primeira grande Revolução Industrial”. Este Papa liderou a Igreja entre 1878 e 1903 e tornou-se célebre pelo texto sobre Direitos e Deveres do Capital e do Trabalho, lembra o ArsTechnica.
Também o imediato antecessor de Leão XIV, o Papa Francisco, identificara a Inteligência Artificial como um risco potencial para a Humanidade se não fosse desenvolvida e disponibilizada de uma forma ética e centrada nos humanos. Francisco escreveu que os desenvolvimentos na Inteligência Artificial “devem servir a dignidade humana e não lhe causar dano” e chegou a discursar na reunião do G7 em 2024 sobre o tema, alertando par ao risco de se provocarem grandes injustiças entre as nações em desenvolvimento e as avançadas ou entre as classes dominantes e as oprimidas.
Sobre o posicionamento concreto de Leão XIV sobre o tema, ainda não são conhecidos quaisquer detalhes.