
TRÊS FORTES
A Figueira da Foz é conhecida pelas suas praias míticas, mas também pela sua posição privilegiada, que fazia da vila um lugar muito cobiçado por piratas. Para proteger a Figueira destes ataques imprevistos, foi construído, no final do século XVI, o Forte de Santa Catarina, junto à foz do Mondego. Com o Forte de Palheiros e a Fortaleza de Buarcos, forma o famoso “triângulo defensivo” da cidade.
NÚCLEO MUSEOLÓGICO DO MAR
O mar é uma presença constante na Figueira e este museu, localizado em Buarcos, é uma homenagem à história e às tradições da região, e às comunidades que as mantiveram vivas. Um conjunto muito diverso de registos documentais, que inclui embarcações, redes e uma parafernália de instrumentos das artes piscatórias, assim como trajes, registos escritos, fotografias e filmes, testemunha o encontro único do homem com a realidade marítima à sua volta.
PALÁCIO SOTTO MAIOR
Mandado construir no século XIX por Joaquim Sotto Mayor, um homem de negócios emigrado no Brasil, este palácio é um dos ex libris da Figueira, admirado pela sua beleza e originalidade. Inspirado nos palacetes franceses da época, o projeto de arquitetura de Gaston Landeck é conhecido pelos seus interiores profusamente decorados e cheios de detalhes.
Igreja da Misericórdia de Buarcos

É aqui, na Igreja da Misericórdia, que há cinco séculos os bravos pescadores de Buarcos fazem as suas preces antes de arriscarem a vida no mar. Um lugar de grande relevo espiritual, e valor patrimonial, reabilitado recentemente com o apoio do Fundo Rainha D. Leonor da Santa Casa.

Fundada por D. Manuel I, a igreja mantém características do final do século XVI e testemunha as intervenções dos séculos seguintes, nomeadamente no período Barroco. Para além da Igreja propriamente dita, foram reabilitados a sacristia e a tribuna dos mesários, recuperando o seu esplendor original. A fachada, de linhas austeras, evidencia a estrutura do portal barroco, encimado por um nicho com uma imagem quinhentista de Nossa Senhora das Misericórdias, da escola coimbrã. No interior, o bonito retábulo central do Altar Mor, datado de 1600, apresenta a Anunciação e a Visitação. Nos retábulos laterais, está representado o nascimento de Cristo, com a Adoração dos Magos e a Adoração dos Pastores. As composições simples de azulejos hispano-árabes emolduram as restantes paredes da igreka.
Também a escultura tem destaque aqui. Sob o presbitério, encontra-se um grupo escultórico em pedra, de finais do século XVI, com sete imagens em redor de Cristo, representando a Deposição no Túmulo, nas Deposições de João de Ruão.