Em 1915, Portugal era uma “bandalheira” política. Viveu uma ditadura militar liderada por Pimenta de Castro, depois um golpe que o destronou, Lisboa foi bombardeada a partir do Tejo, morreram centenas de pessoas. No meio deste caos, António Cupertino de Miranda, um dos quatro filhos de uma família de proprietários agrícolas do concelho de Vila Nova de Famalicão, procurou refúgio no Brasil, onde viveu mais de 30 anos.
Por cá, os seus irmãos Arthur e Augusto fundavam no Porto a Casa Bancária Cupertino de Miranda & Cª que, nos anos 40, daria lugar ao Banco Português do Atlântico. No Brasil, António foi professor, jornalista, empresário e gestor, desenvolvendo os negócios bancários da família do outro lado do Atlântico. Acumulou uma considerável fortuna e, quando regressou a Portugal nos anos 60, decidiu criar uma fundação.
