Criada em 2013 por um grupo de microempresários locais, a Rota Vicentina reúne hoje mais de 200 associados, entre empresas locais, entidades públicas e operadores turísticos de vários países, tendo-se consolidado como uma das mais belas e concorridas redes pedestres da Europa. São 750 quilómetros sinalizados entre Santiago do Cacém e Lagos, divididos em duas grandes espinhas dorsais: o Caminho Histórico, pelo interior, com 263 quilómetros distribuídos por 13 etapas, e o Trilho dos Pescadores, ao longo da linha costeira, com 226,5 quilómetros igualmente repartidos por 13 etapas. A estas juntam-se 24 percursos circulares, que ampliam as possibilidades e permitem desenhar caminhadas ajustadas a diferentes níveis de preparação. Como sublinha Sara Serrão, presidente da Associação Rota Vicentina, “a rota democratizou-se” e hoje “tanto é feita por pessoas que vêm com um operador e querem ficar num turismo rural, como por pessoas que vêm sozinhas com uma mochila e ficam em parques de campismo”.

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