O que têm em comum Luís Montenegro, Donald Trump, António Costa, Keir Strarmer, Amadeu Guerra, Aguiar-Branco, Maria Luís Albuquerque ou Bruno Laje, em 2024? Já ninguém dava nada por eles. E “eis se não quando” emergiram das próprias cinzas. E o que une André Ventura, Giorgia Meloni, André Vilas Boas ou Ruben Amorim? Personalidades emergentes, confirmaram as credenciais e tornaram-se incontornáveis. E o que encontramos de parecido em Pinto da Costa, Emmanuel Macron, Roger Schmidt, Augusto Santos Silva, Miguel Albuquerque ou Bashar al-Assad? Incumbentes derrotados, ou saíram de cena ou para lá caminham. Este foi o ano de todas as mudanças – e de mudanças radicais. Em Portugal, o Governo mudou de mãos, e uma terceira força política fez implodir o bipartidarismo vigente há 48 anos; nas eleições de março apresentaram-se a concurso dois líderes partidários estreantes, nos dois principais partidos, depois do afastamento de políticos consagrados; e até no futebol, os três “grandes”, por razões diversas, mudaram de treinador. Mais do que um ano de transição, 2024 foi um ano de ruturas.
Muda o Governo
Nos dois principais partidos, foram a eleições dois líderes estreantes; nos círculos da emigração, quebrou-se o monopólio de PSD e PS; nos cargos da Administração Pública, registou-se uma “barrela”; e até no futebol os três grandes mudaram de treinador…