Luís Neves, diretor da Polícia Judiciária, explicou esta manhã, em conferência de imprensa, a operação que levou à detenção de Fernando Ribeiro, um dos cinco fugitivos da prisão de Vale dos Judeus, em setembro deste ano. Segundo a PJ, o homem, de 65 anos, foi capturado em Castanheira da Chã, Trás-os-Montes, uma localidade perto da fronteira com Espanha, com o colaboração da Guarda Nacional Republicana. Quando abordado pelas autoridades, o cidadão português, que se encontrava sozinho numa habitação, terá tentado fugir, “mas sem qualquer hipótese de sucesso”.
Na sua posse, segundo Manuela Santos, diretora da Unidade Nacional de Contraterrorismo, também presente na conferência, encontravam-se “equipamentos tecnológicos que lhe permitiam comunicar” – como walkie talkies -, binóculos, uma arma com silenciador e várias munições. Equipamentos que as autoridades acreditam que possam ter sido utilizados durante a fuga do estabelecimento prisional. “É mais um sinal do elevado grau de preparação, de apoios tecnológicos que estas pessoas têm, sobretudo neste momentos em que têm uma pena pesadíssima de prisão para cumprir”, referiu Neves.
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O diretor da Polícia Judiciária avançou ainda que as operações para a recaptura do recluso decorreram com cautela e “em silêncio”, descrevendo-as como ” bastante complexa”. Uma estratégia que já tinha sido bem-sucedida na detenção de Fábio “Cigano”, recapturado em outubro. “O trabalho silencioso, no passado, levou-nos à captura de um dos evadidos, em Marrocos”, sublinhou o diretor da PJ.
Fernando Ribeiro Ferreira cumpria uma pena de 24 anos no estabelecimento prisional de Vale de Judeus, condenado pelos crimes de associação criminosa, tráfico de estupefacientes, roubo, furto e rapto. Esta foi a quarta vez que fugiu da cadeia. O recluso seguirá agora para o estabelecimento prisional de alta segurança de Monsanto, segundo Manuela Santos que acrescentou que a Polícia Judiciária já entrou em contactou os países de origem dos três reclusos que ainda se encontram foragidos e a que a UNC está a desenvolver “todas as diligências” para apurar as circunstâncias da fuga.
“Temos encetado desde a primeira hora contactos a nível internacional não só com os países de origem dessas pessoas, mas também com todos os outros por onde entendemos que possa haver algum tipo de contacto”, destacou. Permanecem a monte o argentino Rodolfo José Lohrmann, o britânico Mark Cameron Roscaleer e o georgiano Shergili Farjiani.