Pode uma aldeia ter várias vidas? As histórias que trazemos nestas páginas dizem-nos que sim, repetidamente. São segundas oportunidades, renascimentos in extremis e até, espante-se, reencarnações.
O maravilhoso salva-nos, acreditemos ou não nele, mas tem sido o turismo, essa coisa terrena e mensurável, o grande salvador de tantas pequenas localidades portuguesas. Anos a fio a faltar-lhe o que devia ser básico – luz, água potável, casa de banho –, e um dia ela morre “num instantemente de nada”, só porque um habitante acertou nos números do Totoloto.
