O Grande Oriente Lusitano, a obediência mais antiga do País, enviou uma carta ao Presidente da República e ao primeiro-ministro a alertar para os riscos da proposta que está no Parlamento e que quer tornar obrigatório que os políticos e titulares de cargos públicos declarem a pertença a uma organização. “A carta é para sublinhar a gravidade desta situação”, explica à VISÃO, Fernando Lima, grão-mestre do GOL, lembrando que se o PAN queria que que essa declaração individual fosse um opção, o PSD quer torná-la vinculativa.
Na missiva, os maçons apelam a Marcelo Rebelo de Sousa e a António Costa, explicando a “gravidade da obrigação da declaração como dever jurídico” e avisam que essa ideia vai contra “o artigo 41 da Constituição Portuguesa” que determina “a liberdade de consciência, de religião e de culto”.
A carta foi enviada nesta quinta-feira, dia 18, e pretende envolver os governantes que ocupam os mais altos cargos da nação num tema que, segundo os maçons, põe em causa a liberdade individual de cada um. “Não nos queremos esconder mas não se pode abrir a porta a perseguições e discriminações”, diz Fernando Lima.
Além de escreverem a Marcelo e Costa, o GOL enviou ainda a carta ao presidente da Assembleia da República, Ferro Rodrigues.