A conclusão do estudo foi o seguinte: adolescentes que passam muito tempo nas redes sociais tendem a ser mais preocupadas com o seu corpo e a sofrer mais de ansiedade.
A amostra estudada demonstrou dar muita importância ao número de comentários e ‘likes’ nas suas fotos e publicações, o que contribui para uma ‘obsessiva’ consciência corporal que têm de si.
As jovens foram avaliadas tendo em conta o tempo que passam em frente ao Facebook e o quão importante é para elas receber um “like” nas suas publicações.
“Mais de 95 por cento das jovens estudantes usa o Facebook e normalmente passam cerca de 20 minutos em cada acesso. Como o número de vezes diárias que acedem são várias, passam mais de uma hora na rede social, todos os dias” conclui Pamela Keel, professora do departamento de Psicologia da Universidade do Estado da Florida.
“O Facebook mistura uma poderosa influência dos pares com mensagens sociais mais amplas, que focam muito a importância da aparência da mulher. As mulheres, por sua vez, carregam esse estigma todos os dias”.
“Esta ligação é importante, porque a ansiedade e as preocupações excessivas com a imagem corporal aumentam o risco do desenvolvimento de transtornos alimentares, como a bulimia e/ou anorexia”. Já em dezembro de 2013 uma pesquisa publicada na revista Cyberpsychology, Comportamento e Redes Sociais, alertou para este facto.