Bem-disposto e prometendo respostas curtas, para facilitar a desgravação (esperemos que seja a única promessa não cumprida do líder do PS…), José Luís Carneiro exala, por estes dias, dinamismo e confiança. Animado por sondagens favoráveis, desbobina, nos jardins da sede do Largo do Rato, em Lisboa, uma série de propostas – e de cachas jornalísticas: nem o IRC nem qualquer outro imposto será uma linha vermelha no Orçamento do Estado – mas a revisão constitucional e o sistema de pensões, sim. Vêm aí uns estados gerais que se chamam “Movimento Contamos Todos”. Traumatizado pela traição do Chega, no pacote laboral, Montenegro já lhe atende o telefone. A audiência recentemente pedida ao primeiro-ministro foi para o alertar para o plano do Chega de descredibilização da Polícia Judiciária. Adianta, ainda, porque reagiu de forma diferente aos casos dos exames e do MAI. E faz muitas outras revelações numa importante entrevista. E, sim, esta é mesmo exclusiva…

O senhor aceitaria um convite de Luís Neves para dar um mergulho no tanque de Odemira?
Agora não! [Risos] Se tivesse sido antes, talvez tivesse aceitado… Conheci Luís Neves quando eu próprio era ministro da Administração Interna, no quadro do sistema de segurança interna e na articulação da PJ com as forças de segurança, e vi nele um competente servidor do Estado. Nessa altura, admito que, se tivesse sido convidado, podia ter aceitado. Agora não, porque não é conveniente mergulhar em estruturas ilegais…
