Foram apenas três aviões que descolaram no primeiro dia de funcionamento do aeroporto de Zaventem, domingo, dia 3, que se mantinha encerrado desde os atentados reinvindicados pelo Estado Islâmico, no passado dia 22 de março. No local onde morreram 14 pessoas (32, contando com as explosões na estação de metro de Maelbeek). Para esta segunda-feira estão previstos 16 voos (oito de entrada e oito de saída)
Foi uma abertura simbólica, dizem as autoridades, doze dias depois do ataque, com direito a uma discreta cerimónia comemorativa em homenagem ás vítimas e um minuto de silêncio. O aeroporto só se manterá a funcionar daqui em diante, e nos próximos meses, a 20% da sua capacidade.
Por este aeroporto transitavam 22 milhões de passageiros (cinco mil por hora), agora a situação está muito longe de estar normalizada. Apenas taxis e carros particulares, com passageiros que exibam o cartão de embarque, se podem aproximar a menos de 100 metros de Zaventem, e estacionar num parque de estacionamento. Depois, todas as pessoas, com três horas de antecedência, têm de passar por um detetor de metais e aparelhos de raios-x.
O primeiro voo para Faro foi simbólico: o Airbus A320 levava os famosos desenhos de pombas e nuvens do artista belga René Magritte.