Madeleine McCann desapareceu em 2007, na Praia da Luz, Algarve, durante umas férias de verão com a família. Depois de um pedido pessoal dos pais de Maddie, o primeiro-ministro David Cameron tomou as rédeas, ordenando a ‘Operação Grange’. Foram destacados 31 detetives britânicos da Polícia Metropolitana de Londres para trabalharem exclusivamente nas buscas do paradeiro de Maddie e na detenção de um, ou mais, presumíveis culpados pelo desaparecimento da criança.
Na ‘Operação Grange’ já foram investidos cerca de 14 milhões de euros num processo que ainda não procedeu a qualquer detenção. A revolta centra-se, sobretudo, no recrutamento exclusivo dos 31 agentes policiais que, no entender das autoridades inglesas, são peças fundamentais no combate ao terrorismo.
“É altura de nos voltarmos para a necessidade em manter Londres segura. Não temos mais condições para manter os nossos especialistas em matérias que nada têm a ver com Londres”, disse John Tully, dirigente da Polícia Metropolitana, em declarações ao Daily Mail.
O responsável pela polícia afirmou ainda que foram feitos “cerca de 830 milhões de euros de cortes e fechadas 63 esquadras na cidade de Londres”. Estão ainda previstos mais cortes nos próximos quatro anos.
O caso, que foi arquivado pelo Ministério Público português, continua ativo em Londres numa altura em que o Reino Unido vive numa situação fragilizada devido, em grande parte, às ameaças do Estado Islâmico.