A Arábia Saudita executou Abdullah Mohammed al-Ahmed, um homem sírio acusado de contrabandear anfetaminas na província de al-Jawf, segundo relata a Agência de Notícias saudita. Esta execução decorreu no mesmo dia da chegada do Príncipe Carlos no meio de uma série de apelos por parte de ativistas para este levantar a questão dos Direitos Humanos neste país.
Não se sabe como terá sido executado este homem, no entanto os métodos mais comuns utilizados por este país na execução de criminosos são o enforcamento e o fuzilamento. Esta morte marca a vigésima oitava execução só em 2015, segundo os dados do Observatório dos Direitos Humanos.
As relações entre o Príncipe Carlos e a família real saudita são saudáveis, o que levou a que o monarca inglês sofresse pressões para aproveitar esta visita de maneira a levantar o caso do blogger saudita sentenciado a mil chicotadas e a dez anos de prisão.
A Amnistia Internacional afirmou estar esperançada de que o Príncipe de Gales utilize a sua posição privilegiada para fazer “passar algumas palavras bem escolhidas” ao Rei Salman e aos seus anfitriões reais.
Apesar de tudo, esta última execução aumentou as dúvidas de como irá o reino saudita reagir aos avisos sobre os abusos aos direitos humanos. Recorde-se que o Rei Salman ordenou a sua primeira decapitação cinco dias depois de suceder ao falecido irmão, o Rei Abdullah.