“Casa vez que olho para esta foto, sinto-me desconfortável – persegue-me. É como se estivessem a dizer-me ‘não somos um número, não somos mão de obra barata e vidas baratas. Somos humanos como tu. A nossa vida é preciosa como a tua e os nossos sonhos são preciosos também'”. As palavras são da fotógrafa e ativista bengalesa Taslima Akhter, autora da imagem do casal abraçado nos escombros do edifício que albergava, sem condições, fábricas têxteis, e que desabou no dia 24 de abril. Ali trabalhavam cerca de 3 mil pessoas. Pelo menos 800 perderam a vida.
Em declarações à revista Time, a fotógrafa conta que passou o dia do acidente no local, a assistir às operações de resgate das vítimas. “Exausta mental e fisicamente”, foi já de madrugada que encontrou o casal, ambos enterrados nos escombros da cintura para baixo.
“Quando vi o casal não podia acreditar. Sentia como se os conhecesse”, recorda.