O último relatório intercalar da Agência para a Integração, Migrações e Asilo (AIMA) revela que são mais de 1,5 milhões os estrangeiros residentes em Portugal, representando 15% dos 10,6 milhões de habitantes do País. Em breve, poderão crescer para 1,6 milhões, depois de concluída a análise dos pedidos de regularização que se encontram pendentes.

Este dado surpreendente, que supera em quase quatro vezes o número de cidadãos estrangeiros registados em 2017, resulta de uma política de imigração “descontrolada”, de “portas escancaradas”, que levou “à maior alteração demográfica” das últimas décadas em Portugal – nas palavras do ministro da Presidência, Leitão Amaro –, ou é um reflexo de uma economia dinâmica, em crescimento mais acelerado do que a média dos países da Zona Euro? Os trabalhadores estrangeiros serão demasiados, num País envelhecido, de baixos salários e de escassez habitacional, que nem sempre acolhe os imigrantes da melhor forma? Ou serão poucos, a avaliar pela escassez crónica de mão de obra em setores como a agricultura e florestas, o alojamento e restauração ou a construção, reduzindo o potencial de crescimento económico português e pondo em causa o aproveitamento dos fundos europeus?
