
As principais praças bolsistas dos EUA encerraram a semana em alta, impulsionadas pelos resultados acima do esperado de empresas (como os da Apple) e pela divulgação de dados económicos favoráveis no sector imobiliário, com o aumento das vendas de casas usadas e de novas habitações. Apesar deste contexto positivo, algumas notícias pesaram sobre os índices, nomeadamente a da acusação por parte da a autoridade reguladora dos mercados de capitais nos EUA (SEC) à Goldman Sachs de ter defraudado os investidores, e a descida inesperada das encomendas de bens duradoros em Março. Na semana, variações dos índices foram: Dow Jones +1,7%, S&P500 +2,1% e Nasdaq +2%.

A maioria dos mercados accionistas europeus terminou a semana em terreno negativo penalizados pela divulgação de défices excessivos na Zona Euro (ver tabela), por parte do gabinete de estatísticas comunitário – o Eurostat. Na semana, o risco da dívida grega disparou para um novo recorde e os juros da dívida portuguesa acentuaram a subida com os receios de um efeito dominó derivado da situação na Grécia. Na bolsa nacional, apenas as acções das empresas Jerónimo Martins, Cimpor e Semapa terminaram a semana com variações positivas. As acções da Brisa lideraram a tabela de perdas com uma variação negativa superior a 10%, cotando-se agora nos 5,79 euros.

O índice de Xangai sofreu esta semana a maior queda verificada nos últimos 8 meses ao desvalorizar 4,8%, em resultado das medidas restritivas de acesso ao crédito, tomadas pelo governo de Pequim, para reduzir a especulação no mercado imobiliário. Na Índia, o Banco Central aumentou as taxas de juro pela segunda vez num mês e aumentou as reservas mínimas de capital necessárias dos bancos com o objectivo de abrandar a subida da inflação, a mais elevada dos países do G20.