Uma menina, uma jovem, uma mulher não são “menos”que um menino, um jovem ou um homem. Podem ser mal tratadas, por muitos, com menos respeito e consideração, como se fossem “menos”, mas isso não as faz “menos”. Quem tem esse comportamento é que é um tolo, ou uma tola. Nenhum ser humano é “menos” que um outro.
Ninguém deve utilizar a sua força para oprimir e obter vantagens desse comportamento indigno.
A primeira obrigação de um empregador, de um CEO ou de um gestor é proteger as pessoas que trabalham para ele e os interesses dos investidores. São duas preocupações, igualmente importantes. No caso de um governante ou de um autarca, a sua primeira obrigação é impedir que o cidadão, seja ele qual for, seja molestado, agredido ou injustiçado. Um empregador e um legislador ocupam posições que lhes permitem e os obrigam a intervir para corrigir ou impedir injustiças de que são vitimas os que trabalham por um modesto salário e, em particular, as mulheres.
Repensar comportamentos
“A luta continua”, tantas vezes ouvida em manifestações de rua, dá a impressão que o cerne da ação é a luta. Suponho não é isso o que as pessoas querem dizer. Seria tão lamentável como o facto de se ter de continuar a lutar para impedir que nos escravizem. Há muitas “palavras de ordem” e comportamentos que necessitam ser repensados e melhorados.
Tomar a iniciativa
Podemos fazer imenso, dizendo o que queremos, debatendo sobre o que queremos, como o queremos e quando o queremos. Tratando-se da nossa vida e da das nossas famílias, tratando-se do mundo que queremos construir, não me parece inteligente continuar a deixar que sejam sempre outros a idealizá-lo. Como cidadãos emancipados, detentores do poder cívico da sociedade, podemos ser mais ativos. Podemos procurar as inúmeras associações que existem em todas as aldeias, vilas e bairros nas grandes cidades, e dar-lhes mais vida. Seguidamente podemos pressionar os legisladores a serem mais diligentes, equilibrados e eficientes. A vida pode tornar-se mais agradável, empolgante e saudável se formos mais ativos.
O senso comum
Se melhorarmos o nosso comportamento e/ou o nosso meio ambiente, obtemos resultados surpreendentes. Clarificando e exemplificando: se regarmos, com uma certa frequência, uma parcela de terra geralmente abandonada e seca, iremos ter rapidamente resultados surpreendentes. A vida brota.
Os textos nesta secção refletem a opinião pessoal dos autores. Não representam a VISÃO nem espelham o seu posicionamento editorial.