Este mês, na Figueira da Foz, as noites de sexta e sábado vão ser passadas ao som de jazz, feito por portugueses. O Figueira Jazz Fest, entre os dias 7 e 29, quer “contrariar a ideia de que o jazz é de uma linguagem elitista, fechada e para apenas meia dúzia de pessoas”, diz Joaquim Lourenço, produtor do festival.
Os concertos, oito no total, sempre às 22 horas, decorrem no anfiteatro ao ar livre do Centro de Artes e Espetáculos (CAE). Nesta sexta, 7, Maria João e Maria Anadon, duas artistas de estilos e percursos diferentes, interpretam, cada uma à sua maneira, standards do jazz, voltando ao básico e ao essencial deste estilo musical. No palco, vão estar acompanhadas pelos músicos Michelle Ribeiro (piano), João Farinha (teclados), Rodrigo Correia (contrabaixo), Joel Silva (bateria) e Tomás Marques (sax alto). No sábado, 8, atuam os Johnny Dead Radio, uma banda local, que lançou o EP Hollywood, em 2019.
No segundo fim de semana, o destaque vai para o saxofonista Nanã Sousa Dias que celebra 40 anos de carreira em palco, na companhia de dois artistas da nova geração do jazz, Ricardo Toscano e Ricardo Branco (15 ago, sáb 22h). De modo “a aumentar ainda mais a expetativa”, diz Joaquim Lourenço, junta-se a este trio um “convidado surpresa, muito especial”: Rui Veloso. No dia anterior (sexta, 14), o auditório ao ar livre recebe um tributo a Stevie Wonder, Al Jarreau e George Benson.

No dia 22, os irmãos Bruno e André Santos, mais conhecidos por Mano a Mano, juntam-se com Rita Redshoes e o trio de Cordofones da Madeira, numa conjugação improvável.
Nas últimas duas sextas feiras do mês, dias 21 e 28, a interpretação deste estilo musical. originário de Nova Orleães, fica a cargo de Bafo e da Orquestra de Jazz da Escola de Artes do CAE, respetivamente.
A fechar o Figueira Jazz Fest, vai estar o trio Elas e o Jazz, composto por Joana Machado, Mariana Norton e Marta Hugon, que vão cantar, a três vozes, clássicos do jazz e músicas da Broadway.
“A expetativa é que o festival encha, dentro dos limites possíveis e impostos, pois são atuações surpreendentes”, afirma Joaquim Lourenço. Os lugares da plateia, limitada a 200 pessoas, são todos sentados, com a devida distância de segurança, e uso obrigatório de máscara.
Organizado pela Câmara Municipal da Figueira da Foz, o festival tem entrada gratuita, mediante levantamento prévio de bilhete (limitado a dois por pessoa), no Centro de Artes e Espetáculos.
Figueira Jazz Fest > Anfiteatro Exterior do CAE (Centro de Artes e Espetáculos da Figueira da Foz) > R. Abade Pedro, Figueira da Foz > T. 233 407 200 > 7-29 ago, sex-sáb 22h > grátis > www.cae.pt