
João Luiz, diretor e fundador do Pé de Vento, faz balanço dos últimos 20 anos
Lucília Monteiro
Que programa é este que oferece um espetáculo diferente todas as semanas?
Pegámos em seis das produções dos últimos dez anos para montar este ciclo, em que todas as semanas o espetáculo muda. É uma forma de assinalar as 70 produções realizadas pelo Pé de Vento, nas quais se incluem 36 estreias absolutas de novos textos.
E tem como propósito…
Primeiro, voltar a textos encomendados a autores emblemáticos, como Álvaro Magalhães ou Manuel António Pina, que sempre trabalharam connosco. O Pé de Vento é um teatro de criação, por definição, que contribui para o alargamento da dramaturgia nacional. E o Teatro da Vilarinha veio permitir demonstrar o propósito para o qual a companhia foi criada. A primeira prova de jogo de palco é feita aqui.
Qual foi o contributo do Teatro da Vilarinha?
O teatro permitiu criar novos públicos, muitos em idade escolar, e dramaturgia, além de ser uma sala de pequenas dimensões aberta a grupos emergentes.
História de um Segredo, de Álvaro Magalhães
Que balanço faz destes 20 anos do Pé de Vento no Teatro da Vilarinha?
É um balanço extremamente positivo. Foram 20 anos muito virados para o público, tendo passado por cá cerca de 180 mil espetadores, o que não é pouca coisa.
O cartaz para 2017 já está fechado?
No próximo ano, o ator Rui Spranger, que faz 20 anos de casa, será o protagonista de O Lobo Sou Eu, um texto encomendado a Eduardo Leal inserido em novas parcerias de autor. E vamos retomar o espírito que presidiu à criação do primeiro espetáculo, em 1977, com O Ventolão, o maior intelectual do mundo, de Manuel António Pina.
Teatro da Vilarinha > R. da Vilarinha, 1386, Porto > T. 22 610 8924 > História de um Segredo > 19-20 nov, sáb-dom 16h > O Velho e a sua Linda Nogueira > 26-27 nov, sáb-dom 16h > Contos do Lápis Verde > 3-4 dez, sáb-dom 16h > O Senhor do seu Nariz > 10-11 dez, sáb-dom 16h > O Lugar Desconhecido > 17-18 dez, 7-8 e 14-15 jan, sáb-dom 16h > €3,40 a €7,50