Alexandra Correia
A cultura tem partido?
Há visões estratégicas difíceis de explicar. Qual será a razão pela qual a EGEAC dá 75 mil euros por ajuste direto a um Chic-Nic?
Houston, temos tantos problemas!
Houston, estamos aqui com tantos problemas que nem o incrível azul dessa bola com auroras boreais chega para dissipar o nevoeiro carregado que vamos atravessando
A doença e o sexo
Quando a Ciência e a Medicina apontam noutra direção, é caso para perguntar: afinal, quem é que faz do género um problema ideológico?
Entalados na rede
Como se protege a democracia quando o Estado começa a ter inclinações autoritárias e faz uso do imenso poder que, entretanto, lhe entregámos? Não é preciso muito. Do democrático país de Donald Trump chegam-nos já as notícias da polícia a bater à porta de casa para questionar cidadãos sobre opiniões que expressaram nas redes sociais
O predador e os amigos
Já ninguém quer ser amigo de um fantasma – o bilionário, que fez fortuna com fraudes e esquemas financeiros, enforcou-se na prisão em 2019. Mas eram muitos e influentes os seus amigos quando estava no auge
Alguns problemas desta raça “superior”
É mais fácil ir parar à prisão pertencendo a grupos de supremacistas brancos do que convivendo em paz com os imigrantes muçulmanos . Um aviso tanto para os pais que ignoram como para os que incentivam a radicalização dos seus filhos através de discursos de ódio
O voto dos emigrantes na extrema-direita
O fenómeno dos emigrantes, menos misterioso do que o do Entroncamento, está largamente estudado pela ciência política e pela psicologia e, de forma muito básica, resume-se a isto: já que apanhei, também vou bater
A morte, esse episódio pontual
Esta imagem que os responsáveis políticos tentam transmitir de que estamos melhor do que nunca esbarra com a realidade de que o SNS entra em roda-viva com o pico da gripe. São erros atrás de erros
Bandos de pardais à solta
Esta coisa de nomear gerações com letras do alfabeto, atribuindo-lhe características, não é de todo científico. Começou, aliás, como uma estratégia de marketing e os estudos que se fazem são nesse domínio, apurando os seus gostos para se saber o que lhes vender. Mas os putos não são apenas consumidores; são cidadãos. E vão de telemóvel em punho, a sua maior arma, “quando a tarde cai”, reivindicar o que é deles por direito, os tais futuros que querem roubar-lhes
Vamos reclamar do quê?
O que leva as pessoas à greve (ou não) é a tal gotinha decisiva que provoca a inundação, um cansaço de tudo e não só de propostas laborais, um protesto contra a inação política em áreas sufocantes como a habitação, os transportes, o custo de vida, os salários, sim, e contra o ar que vai ficando irrespirável para certos grupos sociais, como as mulheres e os imigrantes
Dos pequenos poderes
Os pequenos poderes mostram o tom da hipocrisia podre e sem valores de certos discursos políticos, anti-imigração e cheios de masculinidades mais do que tóxicas, criminosas, que, mais do que qualquer partidarismo, demonstram uma falta de humanidade (ainda) chocante
O que é ser homem?
O galo já não canta de galo e parece-lhe o fim do mundo que a galinha já não precise dele numa união que só valha pelo afeto e não pela dependência
Coitada da Cláudia
Não basta cada um fazer a sua parte no dia a dia; a luta, colocada ao nível da responsabilidade dos consumidores, fica sempre aquém do que o planeta pede. A questão é governamental e a “guerra”, como bem lhe chamou a ministra do Ambiente e Energia, trava-se contra um sistema poderosíssimo
Os biscates da saúde
Os hospitais já não vivem sem eles – seria quase impossível manter uma urgência a funcionar sem os tarefeiros, enquanto os concursos para o quadro ficam vazios
Vamos morar juntos?
A economia, esquecemos muitas vezes, não é uma ciência exata, às vezes parece tão incerta como a meteorologia e só ligeiramente mais fidedigna do que a astrologia. Tal como nas previsões dos signos, especula-se muito nestas bolhas imobiliárias
Isto não é um acordo de paz
Esta paz é como o plano de Donald Trump: vaga, ambígua, insegura, podendo desabar a qualquer momento. E ficar em ruínas, como a Faixa de Gaza, com os seus milhares de refugiados a chegarem agora às suas casas, sob os escombros
A ação e a irritação
O outro plano é o das pessoas que não negam as atrocidades que estão a ser cometidas em Gaza, mas ficam irritadas com os ativistas. Fizeram o seu número, sim, e foram bem-sucedidos, pois agiram para chamar a atenção – que é muito mais do que qualquer um dos que destilam o seu ódio faz. E não, gritar nas redes sociais não é agir
Beijinhos para todas
Qualquer mulher sabe – porque já o experienciou – o que é não ser levada a sério, numa conversa séria, pelo simples facto de ser mulher. Os beijinhos têm como objetivo desnortear quem usa da palavra, assim como os apartes, funcionando como agressões para desviar o orador da sua linha de pensamento
Marcelo no país das maravilhas
O delírio está no encantamento com o facto de Portugal estar na moda, ser escolhido por cidadãos de certo tipo de países que cá vêm tanto para “turistar” como para viver, sem entender o alcance das consequências desta moda no preço das casas e o drama de milhares de famílias, que não conseguem pagar uma habitação com o seu salário
A hora para partir ossos
Tudo o que construímos após a II Guerra Mundial sobreviveu à ultraindividualista e gananciosa cultura yuppie dos anos 80, mas sobreviverá à “modernidade líquida” anunciada pelo filósofo Zygmunt Bauman e que parece estar a atingir o seu máximo esplendor na era das redes sociais?
Os bancos e o predador
O grande banco norte-americano, o J.P. Morgan, foi cúmplice, durante anos a fio, de transações suspeitas de Jeffrey Epstein, sabendo-as duvidosas, processando cerca de mil milhões de dólares nessas transações, incluindo os muitos pagamentos que foi fazendo às suas vítimas, por acordos