Alexandra Correia
Os pobres não podem turistar?
Sem ilusões: sabemos qual o fado de um país à beira-mar plantado, cheio de sol todo o ano, com uma História rica e monumentos apreciáveis. E não, não é ser nação de marinheiros a meter a mão nas riquezas alheias por esse mundo fora; é ser, antes, invadido e conquistado por hordas de turistas que nos acham simpáticos e pacatos
O sexo dos políticos zangados
Conseguem os eleitores aceitar, com naturalidade, que uma mulher tenha os códigos das bombas nucleares?
Europa, olhai para nós
Sim, o populismo é um voto de protesto, a extrema-direita feita de gritos de ódio e revolta, mas para lá do repúdio que certos discursos nos causem, talvez responder com desprezo não seja a melhor forma de encarar a situação
Os pregadores do ódio
A hipocrisia não existe apenas entre discurso e prática políticos. Está em cada uma das pessoas que recebem em casa o jantar pelos serviços de entregas, sabendo bem quanto se paga pelo serviço, e depois apontam o dedo aos imigrantes que dormem “amontoados”, como se fosse uma escolha, um estilo de vida ou uma questão cultural
Os donos dos ovos
Para eles, tudo é um susto. Mete-lhes medo o amor entre dois homens ou duas mulheres e o amor que possam dar a uma criança, bem como as decisões que cada um entenda tomar sobre o seu corpo, o seu género e a sua identidade
Liberdade! Porque as distopias estão entre nós
Disse Attal: “Hoje, França envia uma mensagem histórica ao mundo inteiro: o corpo das mulheres pertence-lhes e ninguém tem direito de dispor dele em vez delas.” Uma mensagem que vai para lá do direito ao aborto e nos lembra as mulheres mortas e violentadas por quem acha que aquele corpo é sua propriedade, as vítimas da mutilação genital feminina, as escravizadas e objetificadas para fins sexuais
A noite delas e os dias de todas as outras
Na tentativa de ver aqui histórias individualizadas (e na tentação de identificar sempre as cobiçosas, a escalar à custa de homens poderosos e endinheirados), ignoramos a cultura onde sempre houve um “sexo fraco” e um selo matrimonial religioso onde as mulheres se “submetem a seus maridos”. Foi assim há tanto tempo?
O grande palco do absurdo do SNS
Há um desfasamento entre as necessidades da população e o tempo da governação. Quase sempre por razões financeiras, como a não disponibilização de certos medicamentos, por exemplo, ou serviços
Um orçamento "belíssimo" e outras facadas amigas
A conversa torna-se vincadamente ideológica: melhorar as condições laborais dos médicos é uma despesa ou um investimento?