António Costa começou bem a sua Presidência do Conselho Europeu com uma visita a Kiev, onde Zelensky aposta tudo numa decisão praticamente impossível de concretizar na NATO, mesmo que Biden a aceitasse. O novo presidente do Conselho Europeu reafirmou o compromisso da Europa com a Ucrânia, e o simbolismo deste seu primeiro dia nas novas funções sublinha a necessidade de manter um apoio forte e sustentável aos ucranianos.
O gesto de António Costa ocorre num momento de significativas mudanças políticas em alguns países da NATO e da União Europeia, como a vitória de Trump e a viragem à direita na Roménia, que antecipa um cenário semelhante na Alemanha. A União enfrentará anos muito turbulentos e agitados, mas o ex-primeiro-ministro está habituado a lidar com crises. Serão mais umas tantas.
Costa está ansioso por conhecer Trump, nesta sua nova capacidade, o que será fantástico para se ver como funcionarão polos opostos: um calmo e o outro impulsivo, um coerente e o outro errático, um moderado e o outro radical. Sabe-se lá, até pode ser uma amizade para a vida.
Trump regressará a 20 de Janeiro de 2025, com o seu estilo ainda mais refinado, mais agressivo e preparado para marcar a História, mesmo que pelos piores motivos. É importante lembrar que Kiev, para Trump, foi uma grande dor de cabeça – o famoso caso do quid pro quo – durante o seu primeiro mandato, e poderá ser ainda mais problemático nesta nova investida.
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